Governo federal lança rede inédita de combate ao tráfico de armas no Brasil
Por Yasmin Mota | 10/11/2025 10:24 e atualizado em 10/11/2025
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Resumo da notícia
- O Ministério da Justiça lançará nas próximas semanas a Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições e Explosivos (Renarme), antecipando o projeto inicialmente previsto para 2026.
- A rede reunirá órgãos federais e estaduais para desarticular rotas de tráfico, padronizar protocolos e ampliar o intercâmbio de dados, com foco em armas de grosso calibre.
- A Renarme também atuará contra armas fabricadas ilegalmente e apoiará a criação de delegacias especializadas em armas; em 2025, mais de 79 mil armas já foram apreendidas no país.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançará nas próximas semanas a Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições e Explosivos (Renarme), criada para integrar órgãos federais e estaduais no combate ao comércio ilegal de armamentos. Prevista inicialmente para 2026, a iniciativa foi antecipada após operações recentes no Rio de Janeiro, que expuseram o poder bélico das facções criminosas. As informações são da Folha de S. Paulo.
Coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), a rede reunirá instituições do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Ministério da Defesa e Receita Federal. O objetivo é desarticular rotas de abastecimento e intensificar investigações sobre armas de grosso calibre, com padronização de protocolos e ampliação do intercâmbio de dados entre os entes federativos.
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A Renarme também enfrentará o avanço das chamadas “armas fantasmas”, fabricadas a partir de peças ilegais ou impressoras 3D, sem numeração e de difícil rastreamento. Esses armamentos têm sido apreendidos em operações nas comunidades do Rio e representam um dos maiores desafios atuais das forças de segurança.
O projeto prevê ainda o apoio à criação de delegacias especializadas em armas em todo o país. Atualmente, apenas seis estados possuem essas unidades, responsáveis por rastrear o comércio ilegal, fiscalizar oficinas clandestinas e investigar armeiros. Em 2025, já foram apreendidas mais de 79 mil armas de fogo no Brasil, o que reforça a urgência da ação integrada.
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