Hipertensão pode afetar saúde sexual masculina e acender alerta para doenças cardiovasculares
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Hipertensão pode afetar saúde sexual masculina e acender alerta para doenças cardiovasculares

Hipertensão pode afetar saúde sexual masculina e acender alerta para doenças cardiovasculares Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • A Hipertensão arterial pode causar Disfunção erétil, servindo como sinal de problemas nos vasos sanguíneos e alerta para doenças cardiovasculares.
  • Especialistas destacam que a falta de controle da pressão agrava o quadro e aumenta riscos como infarto, sendo essencial acompanhamento médico.
  • Mudanças de hábitos, como alimentação saudável, exercícios e abandono do cigarro, são fundamentais para prevenção e tratamento.

A hipertensão arterial, condição que atinge milhões de brasileiros e muitas vezes evolui de forma silenciosa, pode provocar impactos que vão muito além do coração. Entre eles está a disfunção erétil, um problema ainda cercado de tabus, mas que pode estar diretamente ligado à saúde vascular do homem. Especialistas alertam que dificuldades na ereção podem ser um dos primeiros sinais de alterações nos vasos sanguíneos, funcionando como um importante indicativo de doenças cardiovasculares. Apesar dessa relação, o tema ainda é pouco discutido, o que contribui para o atraso no diagnóstico e no tratamento adequado.

De acordo com o cirurgião urologista Dr. Eduardo Cerqueira, a disfunção erétil, na maioria dos casos, está relacionada a alterações vasculares. “A ereção depende diretamente da circulação sanguínea. Quando há lesão nos vasos do pênis, isso compromete o fluxo de sangue e, consequentemente, a função erétil”, explica. Segundo o especialista, a hipertensão provoca alterações nos vasos de todo o organismo e, quando não é controlada, pode potencializar o problema. “Se o paciente não estiver bem assistido, a pressão alta pode agravar a disfunção. Por isso, é fundamental que esse paciente seja acompanhado não só pelo urologista, mas também por um cardiologista”, destaca.

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Além da disfunção erétil, a hipertensão está associada a riscos mais graves, como o infarto, reforçando a necessidade de acompanhamento médico regular. Em relação à faixa etária, o médico explica que os casos mais frequentes envolvem homens mais velhos.  “Geralmente são pacientes com mais de 20 anos de hipertensão, que não se cuidaram ao longo do tempo, especialmente em relação à alimentação e à prática de atividade física. Por isso, acabam desenvolvendo a disfunção em idade mais avançada”, afirma. No entanto, homens jovens com pressão alta também podem apresentar o problema, especialmente quando a doença não é tratada de forma adequada.

Para identificar a origem da disfunção, ou seja, se de causa física ou psicológica, são realizados exames específicos. “A gente utiliza, por exemplo, o doppler peniano e testes com medicação injetável para avaliar a qualidade da ereção. O ultrassom ajuda a identificar se há comprometimento vascular. Já em casos de ansiedade e depressão, a disfunção pode ter origem psicogênica”, explica o urologista.

O tratamento, segundo o especialista, passa diretamente pela mudança de hábitos. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, inclusive com auxílio de terapias modernas, como as canetas de emagrecimento, além da redução do consumo de álcool e abandono do cigarro, são fundamentais. “Essas medidas ajudam a controlar a pressão arterial, melhoram a resposta ao tratamento e reduzem os danos que a hipertensão pode causar aos vasos sanguíneos”, ressalta. O acompanhamento médico contínuo também é essencial para garantir qualidade de vida.

“Quando o paciente cuida da saúde de forma integral, os benefícios vão além da vida sexual. Ele ganha mais disposição, bem-estar e reduz significativamente os riscos de complicações graves”, completa. Por fim, o médico reforça a importância de quebrar o tabu em torno do tema. “Muitos homens ainda têm vergonha de falar sobre disfunção erétil, mas esse silêncio pode atrasar o diagnóstico de doenças importantes. Buscar ajuda é um ato de cuidado com a própria saúde e pode fazer toda a diferença na qualidade de vida”, conclui.

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