Especialista do Hospital Clériston Andrade alerta para riscos do AVC e reforça importância da prevenção
Feira de Santana

Especialista do Hospital Clériston Andrade alerta para riscos do AVC e reforça importância da prevenção

Especialista do Hospital Clériston Andrade alerta para riscos do AVC e reforça importância da prevenção Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • O Hospital Geral Clériston Andrade alerta para os riscos do AVC e informa que a unidade registra cerca de 1.200 internações anuais pela doença, enquanto a Bahia contabiliza mais de 17 mil casos por ano na rede pública.
  • Os principais sinais de alerta são boca torta, fraqueza em um lado do corpo e dificuldade para falar. Diante desses sintomas, a orientação é acionar o SAMU pelo número 192, pois o atendimento rápido reduz o risco de sequelas.
  • O hospital reforça a importância de controlar a pressão arterial, o diabetes e o colesterol, manter alimentação equilibrada e praticar atividades físicas, além de promover a sexta Corrida de Prevenção ao AVC no dia 18 de outubro.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua sendo um dos principais desafios da saúde pública e uma das maiores causas de morte e incapacidade no mundo. Em outubro, mês dedicado à conscientização sobre a doença, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, reforça a importância do reconhecimento precoce dos sintomas, do atendimento rápido e da adoção de hábitos saudáveis para reduzir os riscos. Como parte das ações educativas, a unidade realiza, no próximo dia 18 de outubro, a sexta edição da Corrida de Prevenção ao AVC.

Dados internacionais apontam que quase 12 milhões de pessoas sofrem um AVC anualmente em todo o mundo, sendo que mais da metade dos casos ocorre em pessoas com menos de 70 anos. Na Bahia, o cenário também preocupa, com mais de 17 mil internações por AVC a cada ano na rede pública de saúde. No Hospital Geral Clériston Andrade, referência em atendimentos de média e alta complexidade para Feira de Santana e região, aproximadamente 1.200 pacientes são internados anualmente em decorrência da doença.

O mês de outubro ganha destaque na mobilização contra o AVC, especialmente no dia 29, quando é celebrado o Dia Mundial do AVC, data que busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco, os sinais de alerta e as possibilidades de prevenção e tratamento.

De acordo com a neurologista Renata Nunes, coordenadora do Serviço de Neurologia do HGCA, reconhecer rapidamente os sintomas pode fazer a diferença entre a recuperação e a permanência de sequelas graves.

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“O AVC é uma emergência médica e cada minuto faz diferença. Quando o paciente apresenta sinais como boca torta, fraqueza em um dos lados do corpo ou dificuldade para falar, é fundamental procurar atendimento imediatamente. Em pacientes que atendem aos critérios clínicos, o tratamento com trombolítico pode ser realizado nas primeiras quatro horas e meia após o início dos sintomas, aumentando as chances de recuperação e reduzindo o risco de sequelas. Em alguns casos, o paciente pode até se recuperar sem apresentar limitações”, explica a neurologista.

A especialista ressalta que, diante de qualquer suspeita de AVC, a orientação é acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192. A rapidez no atendimento é determinante para que o paciente tenha acesso às opções terapêuticas disponíveis.

Dra Renata Nunes, neurologista | Foto: Divulgação

Prevenção começa com mudanças de hábitos

Embora o atendimento rápido seja essencial, a principal estratégia para reduzir o impacto do AVC continua sendo a prevenção. O controle da hipertensão arterial, do diabetes e do colesterol, a interrupção do tabagismo, a alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas estão entre as medidas recomendadas para diminuir o risco da doença.

Para Renata Nunes, a atividade física merece atenção especial por seus benefícios para a saúde cardiovascular e cerebral.

“Precisamos mostrar à população que prevenir o AVC é possível e que pequenas mudanças na rotina podem trazer grandes benefícios. A prática regular de atividade física ajuda a controlar a pressão arterial, o peso e outros fatores de risco. A corrida nasceu justamente desse desejo de levar a informação para além dos consultórios e incentivar as pessoas a cuidarem da própria saúde antes que a doença aconteça”, destaca a neurologista, idealizadora da Corrida de Prevenção ao AVC.

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