Hospital Clériston Andrade tem protocolo para atender vítima de infarto em no máximo 30 minutos
Feira de Santana

Hospital Clériston Andrade tem protocolo para atender vítima de infarto em no máximo 30 minutos

Hospital Clériston Andrade tem protocolo para atender vítima de infarto em no máximo 30 minutos Foto: ASCOM/HGCA

Resumo da notícia

  • O Hospital Geral Clériston Andrade criou um protocolo para atendimento ao infarto com metas de tempo e o Registro de Infarto (RIHCA) para acompanhar e qualificar a assistência.
  • O fluxo prioriza pacientes com dor torácica desde a chegada, envolvendo toda a equipe, com metas de até 10 minutos para o eletrocardiograma e até 30 minutos para início da trombólise.
  • A iniciativa busca reduzir mortes e complicações, além de monitorar toda a jornada do paciente, incluindo tratamento, possíveis intervenções e indicadores de qualidade.

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte e internação no Brasil, e diante desse cenário, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, implantou um novo protocolo para atendimento ao Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), com metas rigorosas de tempo e padronização do fluxo assistencial. A iniciativa, coordenada pelos médicos Dr. Bruno Passos e Alexandre Cedro, também inclui a criação do Registro de Infarto do HGCA (RIHCA), ferramenta estratégica para monitoramento e qualificação contínua da assistência.

“O HGCA é o hospital de alta complexidade responsável pelo atendimento dos infartos com terapia trombolítica. Assim sendo, foi criado o RIHCA com o intuito de gerenciar o protocolo de infarto, otimizando o atendimento e garantindo melhor assistência aos pacientes”, explica o coordenador da emergência Bruno Passos.

O novo protocolo estabelece uma linha de cuidado estruturada desde a chegada do paciente à unidade. A prioridade é o reconhecimento precoce da dor torácica, principal sintoma do infarto, com envolvimento de toda a equipe, incluindo setores assistenciais e de apoio.

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“Para que tenhamos os resultados esperados, necessitamos que toda a equipe esteja engajada e atenta aos pacientes que chegarem com dor torácica, que terão prioridade no atendimento. Isso envolve desde a recepção e vigilantes, até o transporte pelos maqueiros, classificação de risco, realização de exames e encaminhamento imediato à sala vermelha”, destaca Dr. Alexandre Cedro (cardiologista).

Entre os principais avanços estão as metas assistenciais alinhadas a padrões internacionais de qualidade. O protocolo define que o tempo entre a chegada do paciente e a realização do eletrocardiograma, conhecido como tempo porta-ECG, deve ser de até 10 minutos. Já o tempo porta-agulha, que corresponde ao início da terapia trombolítica, deve ocorrer em até 30 minutos.

“Quanto mais rápido for realizada a trombólise, maior a chance de reperfusão do tecido cardíaco, reduzindo a morbimortalidade e garantindo mais qualidade de vida aos pacientes”, afirma o cardiologista.

Embora a maior parte dos atendimentos ocorra na emergência, especialmente nas áreas de classificação de risco e sala vermelha, o protocolo foi desenhado para ser aplicado em toda a unidade, considerando que quadros de dor torácica podem surgir em qualquer ambiente hospitalar.

“Toda a equipe deve ter conhecimento do protocolo, pois qualquer paciente ou até mesmo funcionário pode iniciar um quadro de dor torácica dentro do hospital, e o fluxo precisa ser seguido. O grupo RIHCA, com apoio das diretorias, vem realizando orientações e também fará o treinamento das equipes”, pontua Dr. Alexandre.

Além da assistência imediata, o protocolo prevê o acompanhamento completo da jornada do paciente, desde a entrada na unidade até o tratamento definitivo. O sistema inclui o monitoramento de indicadores como tempo de atendimento, realização da trombólise, possíveis complicações, regulação para cateterismo cardíaco e definição terapêutica, seja medicamentosa, angioplastia ou cirurgia.

“Com o gerenciamento do protocolo, teremos um banco de dados robusto, constantemente alimentado e revisado, com o objetivo de qualificar cada vez mais o atendimento ao paciente com infarto”, conclui Dr. Bruno Passos.

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