IBGE: estimativa de fevereiro passa ser de safra recorde de grãos na Bahia em 2026
Por Hamurabi Dias | 13/03/2026 17:58 e atualizado em 13/03/2026
Foto: Divulgação/Aiba
Resumo da notícia
- A Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estima que a safra de grãos da Bahia em 2026 deve atingir 12,9 milhões de toneladas, um novo recorde, superando a produção registrada em 2025.
- A soja segue como principal produto agrícola do estado, com previsão de 8,7 milhões de toneladas, representando cerca de 67,6% da produção total de grãos.
- Mesmo com o crescimento na Bahia, a estimativa nacional aponta leve queda na safra brasileira, que deve chegar a 344,1 milhões de toneladas, segundo o levantamento do IBGE.
A segunda estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2026 passou a ser, em fevereiro, de que a produção chegará ao recorde de 12.887.308 toneladas neste ano. Isso representa um crescimento de 0,4% (ou mais 47.731 t) em relação ao recorde anterior, registrado em 2025 (12.839.577 t).
Houve uma revisão para cima, de 5,3%, frente à estimativa de safra em janeiro (de 12.235.097 toneladas), o que equivale a mais 652.211 toneladas. Isso se deveu a novas previsões para as produções de soja, algodão herbáceo e feijão primeira safra.
A soja é o principal produto agrícola da Bahia, representando pouco mais de dois terços da safra de grãos no estado (67,6%). Em 2026, a previsão é que haja uma produção recorde de 8.708.171 toneladas, 1,2% acima do colhido em 2025 (mais 102,0 mil toneladas) e com alta de 7,3% na passagem de janeiro para fevereiro (mais 593,5 mil toneladas). O aumento da previsão da soja, entre um mês e outro, se deveu a uma maior área plantada, que deve chegar a 2.182.499 hectares, 8,1% superior ao previsto em janeiro.
A Bahia deve produzir, em 2026, 1.550.520 toneladas de algodão, 13,6% a menos do que em 2025 (menos 243,5 mil toneladas), porém, 4,7% a mais do que o previsto em janeiro (mais 70,1 mil toneladas). A variação positiva na estimativa, entre janeiro e fevereiro, também se deveu a um crescimento da área plantada, que passou de 338 mil para 354 mil hectares.
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O estado é o segundo maior produtor nacional de algodão e deverá ser responsável por 17,5% da safra brasileira, em 2026, abaixo apenas de Mato Grosso, que deve colher 6.311.280 toneladas, ou 71,4% do total nacional (8,8 milhões de toneladas).
Entre janeiro e fevereiro, também houve, na Bahia, revisão para cima na estimativa de produção do feijão primeira safra, de 13,6% ou mais 15.950 toneladas. Com isso, essa safra deve somar 132.850 toneladas em 2026, ficando 53,8% maior (mais 46,5 mil toneladas) do que o registrado em 2025 (86,4 mil toneladas).
Apesar da previsão de recorde na produção de grãos na Bahia em 2026, no país como um todo, a estimativa ainda é de queda frente a 2025. A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 344,1 milhões de toneladas em 2026. Trata-se de um valor 0,6% menor (menos 2,0 milhões de toneladas) do que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas). Na comparação com janeiro, porém, a estimativa registrou alta de 0,4%, um acréscimo de 1,4 milhão de toneladas.
Mantendo-se essa previsão positiva, em 2026 a Bahia deve sustentar a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,7% do total nacional. Mato Grosso continua na liderança (30,2%), seguido por Paraná (13,9%) e Rio Grande do Sul (11,7%).
As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.
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