Incêndio atinge parte da estrutura da COP30 e paralisa negociações em Belém
Por Hamurabi Dias | 20/11/2025 16:39 e atualizado em 20/11/2025
Foto: Reprodução/Redes sociais
Resumo da notícia
- Um incêndio atingiu o Pavilhão dos Países, na Zona Azul (Blue Zone), principal área da COP30 em Belém, nesta quinta (20). O fogo começou por volta das 14h e foi controlado em cerca de 30 minutos, sem feridos. Os trabalhos foram paralisados, e todos foram evacuados por segurança. As causas iniciais investigadas são falha em gerador ou curto-circuito.
- A ONU já havia alertado sobre graves falhas de segurança e infraestrutura, incluindo portas sem monitoramento, segurança insuficiente e falta de resposta rápida das forças públicas. Também foram destacadas vulnerabilidades como calor excessivo, falhas na climatização, infiltrações e riscos elétricos próximos à água.
- É o espaço da COP30 destinado a estandes de delegações de países e organizações internacionais. Funciona como vitrine para projetos, debates, mesas temáticas e apresentações sobre iniciativas climáticas. Reúne representantes técnicos, observadores e instituições parceiras, não os negociadores formais.
Um incêndio foi registrado nesta quinta-feira (20) no Pavilhão do Países, uma das áreas da Zona Azul da COP30, em Belém (PA). Os primeiros relatos do problema aconteceram pouco depois das 14h e a situação foi controlada em cerca de 30 minutos. Ninguém ficou ferido.
Todas as pessoas que estavam na Zona Azul receberam ordem da segurança para deixar o espaço. A medida significa a paralisação dos trabalhos da COP30.
A UNFCCC, entidade da Organização das Nações Unidas responsável pelo evento, informou que os bombeiros realizavam uma checagem de segurança e deveriam divulgar uma atualização por volta das 16h.
A Zona Azul, também chamada de Blue Zone, é o principal espaço da Conferência do Clima. Ela é a área onde estão as salas onde se reúnem os negociadores e ministros.
Também é o espaço onde países montam seus stands para divulgar projetos e iniciativas. Foi nesta região que o fogo foi registrado.
O governador do Pará, Helder Barbalho, informou para a jornalista Andréia Sadi que as equipes trabalham com duas hipóteses iniciais para o incidente na COP30: falha em um gerador ou um curto-circuito em um stand.
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Críticas da ONU à estrutura em Belém
Há uma semana, a Organização das Nações Unidas (ONU) cobrou ao governo brasileiro uma reação rápida para solucionar falhas de segurança e problemas estruturais. A demanda foi feita em uma carta enviada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) a Rui Costa, ministro da Casa Civil (que coordena as atividades relacionadas à cúpula), e a André Corrêa do Lago, presidente da conferência.
No documento, o secretário-executivo Simon Stiell relata que a tentativa de invasão ocorrida na noite de terça-feira, quando um grupo estimado em 150 ativistas entrou no pavilhão, deixou feridos, causou danos e expôs “brechas graves” no controle do evento.
O texto descreve ainda uma série de vulnerabilidades, entre elas estavam:
• portas sem monitoramento,
• contingente de segurança abaixo do necessário
• e ausência de garantias de resposta rápida das forças federais e estaduais.
A ONU também chamou atenção para problemas de infraestrutura:
• calor excessivo em pavilhões,
• falhas de climatização,
• infiltrações provocadas pelas chuvas
• e riscos associados a água próxima de instalações elétricas.
O que é o Pavilhão dos Países?
O pavilhão dos países é a área da COP30 dedicada às exposições oficiais das delegações nacionais e de organizações internacionais. Localizado na entrada da Blue Zone, o espaço reúne estandes onde são realizados debates, mesas temáticas e apresentações de projetos ligados à agenda climática.
Ali não atuam os negociadores formais dos países, mas sim observadores, representantes técnicos e instituições parceiras. Além dos governos, também estão presentes organizações como a ONU e a OTCA.
Esses pavilhões funcionam como vitrines para que cada país apresente suas estratégias, soluções e iniciativas, servindo de palco para painéis, encontros bilaterais e atividades paralelas relacionadas às negociações climáticas.
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