Infecção por doenças causadas pelo aedes aegypti aumenta risco de complicações no parto
Por Yasmin Mota | 26/09/2025 09:44 e atualizado em 27/09/2025
Foto: Divulgação/Fiocruz
Resumo da notícia
- Estudo da Fiocruz analisou 6,9 milhões de nascimentos e concluiu que infecções por vírus como dengue, zika e chikungunya durante a gravidez aumentam os riscos de complicações no parto.
- As gestantes infectadas têm maior probabilidade de parto prematuro, bebês com baixo peso, baixo Apgar e até morte neonatal.
- As arboviroses se consolidam como um desafio para a saúde materno-infantil no Brasil, exigindo maior vigilância e políticas públicas específicas.
Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado recentemente na revista Nature Communications, analisou mais de 6,9 milhões de nascimentos registrados no Brasil entre 2015 e 2020. A pesquisa revelou que a infecção por certos vírus durante a gestação está relacionada a um aumento no risco de complicações tanto no parto quanto para os recém-nascidos, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e morte neonatal.
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As chamadas arboviroses (doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya) vêm se tornando uma preocupação crescente no campo da saúde materno-infantil no país.
Realizado pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), o estudo aponta que a infecção por arboviroses durante a gravidez está associada a um maior risco de parto prematuro, baixo escore de Apgar (avaliação feita logo após o nascimento para verificar a adaptação do bebê à vida fora do útero) e óbito neonatal.
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