Integrante do Baralho do Crime e apontado como líder de facção na Bahia é preso no Paraná
Por Hamurabi Dias | 29/07/2025 18:27 e atualizado em 29/07/2025
Foto: Reprodução de vídeo
Resumo da notícia
- Matheus Pinheiro dos Santos, conhecido como “Mahalo” e apontado como uma das lideranças do tráfico em Salvador, foi preso em Piraquara (PR) durante a Operação Sinaloa, por envolvimento com crimes como tráfico de drogas, triplo homicídio e coordenação de ações armadas.
- Mesmo fora da Bahia, Mahalo mantinha forte influência no tráfico em bairros de Salvador, utilizando identidade falsa, anotações do tráfico e câmeras para monitorar forças de segurança e rivais.
- A organização criminosa liderada por Mahalo utilizava a bandeira do México como símbolo de poder; ele responde a diversos processos e segue preso, aguardando transferência para a Bahia.
A Polícia Civil da Bahia, por meio da Coordenação de Operações e Inteligência do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com o apoio do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) da Polícia Civil do Paraná (PCPR), cumpriu nesta terça-feira (29) o mandado de prisão preventiva de Matheus Pinheiro dos Santos, mais conhecido como “Mahalo”, o Dez de Paus do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública SP/BA.
Apontado como uma das principais lideranças de uma organização criminosa com atuação nos bairros do Calafate, Fazenda Grande do Retiro e IAPI, em Salvador, “Mahalo” foi localizado na cidade de Piraquara, no Paraná, durante a Operação Sinaloa. No imóvel, foram apreendidos aparelhos telefônicos, um caderno com anotações do tráfico e um documento de identidade falso.
Mesmo fora do estado, o suspeito tinha ligação direta com o tráfico de drogas naquela região da capital baiana, coordenando ações armadas, ameaças e instalação de câmeras para monitoramento das forças de segurança e grupos criminosos rivais.

Foto: Divulgação
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O investigado responde a diversos processos criminais e estava com três mandados de prisão preventiva em aberto. Um deles por um triplo homicídio ocorrido em dezembro de 2019, que teve como vítimas Alex Rodrigues dos Santos, Jadson dos Santos Nascimento e Luan Sousa de Oliveira. O crime foi motivado por disputas de territórios para a venda de drogas em Salvador.
O suspeito foi encaminhado à sede do COPE/PCPR, passou por exame de corpo de delito e segue custodiado à disposição do Poder Judiciário baiano, aguardando recambiamento para a Bahia, onde vai responder pelos crimes praticados.
A operação foi batizada de Sinaloa em decorrência de análises que identificaram a utilização sistemática da bandeira do México como logografia digital nas redes sociais da organização criminosa. A simbologia era empregada para representar poder, domínio territorial e comunicação interna do grupo liderado por “Mahalo”.
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