Inteligência artificial amplia precisão da endoscopia e ajuda detectar cânceres em fases iniciais
Por Hamurabi Dias | 02/06/2026 18:33 e atualizado em 02/06/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Inteligência artificial tem ampliado a precisão da endoscopia, ajudando na detecção precoce de cânceres e lesões pré-cancerígenas no trato gastrointestinal, aumentando as chances de tratamento curativo.
- A tecnologia já auxilia exames como colonoscopia, ecoendoscopia e CPRE, identificando pólipos, diferenciando câncer de pâncreas de pancreatite e prevendo dificuldades em procedimentos minimamente invasivos.
- Os avanços da IA na saúde serão debatidos no Primeiro Congresso de Inteligência Artificial na Saúde, em Feira de Santana, no dia 13 de junho, com participação do médico endoscopista Dr. Vitor Galvão.
A inteligência artificial vem transformando a medicina em diversas especialidades e, na gastroenterologia, os avanços já são percebidos na prática clínica. Na endoscopia intervencionista, sistemas inteligentes têm auxiliado médicos na identificação de lesões precoces, avaliação de tumores, análise de imagens em tempo real e tomada de decisões mais precisas durante procedimentos minimamente invasivos.
Estudos recentes mostram que a tecnologia pode aumentar significativamente a taxa de detecção de alterações pré-cancerígenas e cânceres em estágio inicial no trato gastrointestinal, ampliando as chances de tratamento curativo e reduzindo a necessidade de intervenções mais agressivas. Segundo publicações científicas internacionais divulgadas entre 2025 e 2026, a inteligência artificial já é considerada uma das maiores revoluções da endoscopia moderna.
De acordo com o médico endoscopista intervencionista Dr. Vitor Galvão, que utiliza recursos de inteligência artificial em procedimentos diagnósticos e terapêuticos, a tecnologia não substitui o médico, mas potencializa sua capacidade diagnóstica.
“A inteligência artificial funciona como uma ferramenta de apoio extremamente sofisticada. Ela consegue analisar milhares de padrões de imagem em frações de segundo e sinalizar áreas suspeitas que poderiam passar despercebidas ao olho humano. Isso aumenta a segurança do exame e melhora a detecção precoce de lesões”, explica.
✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!
>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.
Uma das áreas que mais tem se beneficiado é a colonoscopia. Sistemas de inteligência artificial conseguem destacar pólipos milimétricos durante o exame, auxiliando na prevenção do câncer colorretal, um dos tumores mais incidentes no Brasil e no mundo. O mesmo avanço já é observado em exames do esôfago, estômago, pâncreas e vias biliares.
Na ecoendoscopia, método que combina ultrassonografia e endoscopia para avaliação de órgãos internos, estudos demonstram que algoritmos de deep learning alcançaram índices superiores a 94% de acurácia na diferenciação entre câncer de pâncreas e pancreatite crônica focal, um desafio diagnóstico importante para especialistas.
Outra aplicação promissora ocorre durante a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE), procedimento utilizado para tratar doenças das vias biliares e pancreáticas. Modelos baseados em inteligência artificial já conseguem prever dificuldades técnicas antes mesmo da intervenção, contribuindo para reduzir complicações e aumentar a segurança dos pacientes. Além disso, sistemas integrados à colangioscopia digital alcançaram sensibilidade de aproximadamente 92% na identificação de estenoses malignas das vias biliares.
Os avanços também chegam aos procedimentos terapêuticos. Durante a Dissecção Endoscópica da Submucosa (ESD), técnica minimamente invasiva utilizada para remoção de tumores precoces do trato digestivo, a inteligência artificial auxilia na delimitação das margens das lesões e na avaliação da profundidade da invasão tumoral, contribuindo para decisões mais assertivas entre tratamento endoscópico e cirurgia convencional.
Para Dr. Vitor Galvão, o impacto da tecnologia vai além do diagnóstico.
“Estamos caminhando para uma medicina cada vez mais personalizada. A tendência é que a inteligência artificial consiga integrar informações clínicas, exames laboratoriais, dados genéticos e imagens endoscópicas, oferecendo uma visão muito mais completa de cada paciente. Isso significa diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais precisos e melhores resultados”, destaca.
Apesar dos avanços, especialistas reforçam que a decisão final continua sendo humana. Consensos internacionais publicados pela Organização Mundial de Endoscopia (WEO) ressaltam que a responsabilidade pelo diagnóstico e pela conduta médica permanece sob responsabilidade do profissional, cabendo à inteligência artificial o papel de ferramenta de apoio à decisão clínica.
Congresso discutirá avanços da IA na saúde
As aplicações da inteligência artificial na endoscopia intervencionista estarão entre os temas debatidos durante o Primeiro Congresso de Inteligência Artificial na Saúde, promovido pelo Portal Viver Mais. O evento será realizado no dia 13 de junho, das 8h às 17h, no auditório do NH Hotel, em Feira de Santana, reunindo especialistas, gestores, profissionais e estudantes para discutir como a tecnologia já está transformando a assistência à saúde, desde a marcação de consultas até procedimentos de alta complexidade.
Dr. Vitor Galvão será um dos palestrantes convidados do Primeiro Congresso de Inteligência Artificial na Saúde e abordará os avanços da inteligência artificial na endoscopia intervencionista, destacando aplicações que já contribuem para a identificação precoce de lesões, prevenção de cânceres e aumento da segurança dos procedimentos minimamente invasivos.
Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.
leia também