Internações de adolescentes por fimose no SUS crescem 81%
Por Yasmin Mota | 29/09/2025 09:16 e atualizado em 29/09/2025
Foto: Freepik
Resumo da notícia
- Entre 2015 e 2024, as internações no SUS por fimose, parafimose e prepúcio redundante cresceram 81,58% entre adolescentes de 10 a 19 anos — de 10,6 mil para 19,3 mil casos anuais.
- O maior crescimento foi na faixa de 10 a 14 anos (87,7%), seguida por adolescentes de 15 a 19 anos (70%).
- A baixa procura por atendimento médico por meninos pode ser uma das causas. Meninas de 12 a 19 anos vão ao médico 2,5 vezes mais do que os meninos, e consultas ginecológicas são 18 vezes mais comuns que urológicas.
As internações no SUS por fimose, parafimose e prepúcio redundante aumentaram 81,58% entre adolescentes de 10 a 19 anos em dez anos. Em 2015, foram registradas 10,6 mil internações, enquanto em 2024 o número subiu para 19,3 mil. No total, entre 2015 e 2024, houve mais de 130,7 mil internações, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia com base em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS.
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O maior crescimento foi observado na faixa etária de 10 a 14 anos, com aumento de 87,7%, enquanto adolescentes de 15 a 19 anos tiveram alta de 70%. A fimose é caracterizada pela dificuldade ou impossibilidade de retração do prepúcio, enquanto a parafimose ocorre quando o prepúcio preso atrás da glande causa dor e inchaço. Já o prepúcio redundante, embora permita a retração, pode causar infecções devido ao excesso de pele.
Um dos fatores que podem explicar o aumento das internações é a menor procura por atendimento médico por parte dos meninos. Dados do Ministério da Saúde de 2022 indicam que meninas de 12 a 19 anos vão ao médico 2,5 vezes mais do que os meninos, e a diferença é ainda maior quando se trata de consultas ginecológicas em comparação às urológicas, 18 vezes mais frequentes entre as meninas.
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