Intoxicação por metanol em São Paulo gera investigação e acende alerta se há distribuição em outros estados do Brasil
Por Yasmin Mota | 01/10/2025 06:37 e atualizado em 01/10/2025
Foto: Reprodução
Resumo da notícia
- O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a origem e a rede de distribuição de metanol usado para adulterar bebidas alcoólicas em São Paulo. Há indícios de que a substância esteja sendo distribuída para além do estado.
- Até o momento, foram confirmados seis casos de intoxicação e outros dez estão sob investigação. As vítimas, principalmente jovens adultos, relataram ter consumido bebidas de marcas conhecidas, sem sinais visuais de adulteração.
- Um alerta nacional foi emitido por um sistema de vigilância federal. Estabelecimentos identificados com possível ligação aos casos serão notificados pelo Ministério da Justiça para apurar quem manipulou as bebidas e a origem do metanol.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou nesta terça-feira (30) que a Polícia Federal abriu uma investigação para apurar a origem do metanol usado para batizar bebidas alcoólicas no estado de São Paulo. Segundo ele, é possível que essa rede de distribuição da substância atue também em outros estados do país.
O metanol é altamente tóxico e pode levar à morte. No estado de São Paulo, vários casos de intoxicação foram confirmados. Segundo informações do Ministério da Saúde, até o momento não há indícios de novos casos. A PF afirma que não foi identificada uma marca de bebida alcoólica ou importação específica.
Em entrevista, o ministro da justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que um inquérito policial foi aberto para investigar os casos de bebidas batizadas pela droga.
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“Na segunda-feira, determinamos ao Dr. Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que abrisse um inquérito policial para verificar a procedência dessa droga e a rede possível de distribuição que, ao tudo indica, transcende o limite de um único estado. Tudo indica que há distribuição para além do estado de São Paulo”, afirmou o ministro.
Segundo Ricardo Lewandowski, o “número elevado e inusitado” de intoxicações por metanol em São Paulo chamou a atenção porque foge do normal, em que, geralmente a ingestão da substância ocorre por pessoas em situações de vulnerabilidade social.
As vítimas, em sua maioria jovens adultos, afirmam que a bebida que consumiram são de marcas famosas, e que visualmente não apresentava nenhuma anormalidade. Desde a noite de segunda-feira (29) foram seis casos de intoxicação já confirmados, e dez casos em investigação, segundo informações emitidos pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado de São Paulo.
Diante desse cenário, um sistema do governo federal que recebe informações de todo o país quando há intoxicação por causas desconhecidas emitiu um alerta nacional, e alguns estabelecimentos que já foram identificados vão receber notificação do Ministério da Justiça para descobrir os fornecedores, e quem manipulou as bebidas, e se há distribuição em outros estados do Brasil.
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