Justiça baiana condena três policiais militares após tortura contra jovem negro
Por Redação | 26/11/2025 18:46 e atualizado em 26/11/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Três policiais militares da Bahia — dois soldados e um subtenente — foram condenados à prisão por tortura com motivação racial contra um adolescente negro. As penas variam de dois anos e sete meses a três anos e 11 meses, e todos perderão seus cargos.
- O caso ocorreu em 2 de fevereiro de 2020, no bairro de Paripe, em Salvador, quando os policiais abordaram um grupo de adolescentes. Um dos soldados agrediu física e verbalmente a vítima, com violência desproporcional, injúria racial e humilhação pública, enquanto os outros dois se omitiram.
- As agressões foram filmadas à distância e confirmadas por laudo de corpo de delito e depoimento da vítima. O Ministério Público destacou que os demais policiais tinham o dever legal de impedir o crime, mas se omitiram, caracterizando tortura com discriminação racial.
Três policiais militares denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia à Justiça foram condenados à prisão pelo crime de tortura cometido em razão de discriminação racial. São dois soldados e um subtenente da corporação. Um dos soldados foi condenado a três anos e 11 meses, já outro soldado pegou dois anos e sete meses de prisão e o subtenente uma pena de dois anos e sete meses. Todos foram condenados neste mês de novembro à perda do cargo.
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Segundo a denúncia, o crime foi cometido contra um adolescente no dia 2 de fevereiro de 2020, no bairro de Paripe. Na noite daquele dia, os policiais teriam abordado um grupo de adolescentes na rua. Durante a ação, um dos soldados teria promovido agressão física e verbal contra um dos adolescentes, “com emprego de violência desproporcional, injúrias racistas e humilhação pública”.
Os atos foram filmados a distância e laudo de exame de corpo de delito comprovou lesões compatíveis com as agressões e confirmadas pela vítima em seu depoimento. A denúncia do MPBA narra ainda que os outros dois policiais viram e se omitiram diante das agressões, quando “tinham o dever legal de evitá-la”. De acordo com a Promotoria de Justiça, a abordagem realizada pelos policiais foi truculenta, com agressões físicas e palavras injuriosas, com motivação discriminatória de natureza racial.
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