Justiça determina prisão preventiva de oito investigados em esquema de grilagem em Feira de Santana
Polícia

Justiça determina prisão preventiva de oito investigados em esquema de grilagem em Feira de Santana

Justiça determina prisão preventiva de oito investigados em esquema de grilagem em Feira de Santana Foto: Nei Pinto/TJBA

Resumo da notícia

  • A Justiça decretou prisão preventiva de oito pessoas suspeitas de participar de uma organização criminosa que grilava imóveis em Feira de Santana.
  • O grupo, composto por empresários, policiais, cartorários e advogados, é acusado de invadir propriedades, ameaçar donos, falsificar documentos e vender imóveis ilegalmente.
  • Além das prisões, outros 11 investigados receberam medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, restrição de acesso a cartórios e suspensão de funções públicas e atividades no setor imobiliário.

A pedido do Ministério Público do Estado da Bahia, a Justiça decretou a prisão preventiva de oito investigados apontados como integrantes de uma organização criminosa voltada para a grilagem e comercialização ilegal de imóveis em Feira de Santana. As investigações tiveram início após representação encaminhada ao MPBA relatando a existência de um esquema estruturado envolvendo empresários da construção civil, policiais civis e militares, servidores cartorários e advogados.

De acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), o grupo é suspeito de ocupar ilegalmente propriedades, intimidar proprietários com violência e ameaças, falsificar documentos públicos e promover a venda irregular dos bens a partir de registros imobiliários fraudados. As investigações contaram com o apoio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco).

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A denúncia aponta a atuação coordenada de três núcleos: cartorário, policial e empresarial/imobiliário. O núcleo cartorário teria fornecido a base documental para legitimar transações fraudulentas, incluindo registros e matrículas supostamente manipulados. Já o núcleo policial seria responsável pela proteção armada e pelas ações de coerção contra vítimas, e o núcleo empresarial e jurídico atuaria na viabilização econômica das transações irregulares e na formalização de escrituras e contratos simulados. O grupo apresenta “elevado grau de sofisticação, estabilidade e capacidade de reiteração delitiva”, atuando desde a invasão violenta de imóveis até a legitimação documental das fraudes por meio de servidores públicos e intermediários privados.

Além da prisão preventiva dos oito investigados, a Justiça determinou medidas cautelares diversas para outros 11 alvos da investigação, incluindo comparecimento periódico em juízo, proibição de acesso a cartórios extrajudiciais, restrição de saída da comarca e impedimento de contato com testemunhas e demais investigados; o uso de tornozeleira eletrônica para três investigados ligados ao núcleo cartorário e jurídico; além de restrições profissionais, como a suspensão do exercício de função pública e a proibição de atuação em atividades relacionadas ao setor imobiliário e à advocacia nos casos indicados.

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