Justiça mantém preso presidente da Câmara de Lauro de Freitas suspeito de agredir mulher
Por Yasmin Mota | 29/06/2026 11:43 e atualizado em 29/06/2026
Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Lauro de Freitas
Resumo da notícia
- A Justiça da Bahia converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do presidente da Câmara de Lauro de Freitas, João Raimundo Damascena dos Santos, conhecido como Juca.
- O vereador foi preso após uma denúncia de agressão contra uma mulher em um bar de Salvador. Ele também foi autuado por desacato e suspeita de resistência à prisão.
- Durante a audiência de custódia, o MP-BA defendeu a manutenção da prisão para preservar a ordem pública, enquanto a defesa pediu liberdade provisória, que foi negada pela Justiça.
A Justiça da Bahia decidiu manter preso o presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, João Raimundo Damascena dos Santos (PSDB), conhecido como Juca. Em audiência de custódia realizada neste domingo (28), o juiz plantonista Marcelo de Almeida Costa, da 1ª Vara das Garantias de Salvador, converteu a prisão em flagrante do parlamentar em prisão preventiva.
O vereador foi preso em flagrante na última sexta-feira (26), após ser acusado de agredir uma mulher apontada como sua namorada em um bar localizado no bairro da Pituba, em Salvador. Após a ocorrência, ele foi encaminhado à Casa da Mulher Brasileira, na Avenida Tancredo Neves, onde também foi autuado por desacato à autoridade.
Durante a audiência de custódia, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) decidiu manter o vereador preso, alegando a necessidade de preservar a ordem pública. A defesa do parlamentar solicitou o relaxamento da prisão e a concessão de liberdade provisória, pedidos que foram rejeitados pelo magistrado.
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Na decisão, o juiz destacou o relato de um juiz aposentado que presenciou o episódio. De acordo com a testemunha, Juca teria agredido fisicamente a vítima com puxões de cabelo e arremessado ao chão uma corrente que ela utilizava.
Um segurança do estabelecimento também prestou depoimento e alega ter sido ameaçado de morte pelo vereador ao tentar impedir as agressões.
Além da suspeita de violência contra a mulher, a Polícia Civil informou que o vereador também teria resistido à prisão e desacatado policiais militares da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que atenderam à ocorrência.
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