Lojistas e policiais militares são alvos de investigação por fornecer armas a facções criminosas na região Nordeste
Por Hamurabi Dias | 27/01/2026 15:32 e atualizado em 27/01/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- A segunda etapa da Operação Fogo Amigo cumpriu mandados em Alagoas e Pernambuco contra lojistas e policiais militares suspeitos de vender armas e munições a facções criminosas no Nordeste.
- A Justiça determinou bloqueio de até R$ 10 milhões, suspensão de duas lojas irregulares e afastamento de quatro policiais militares das funções.
- A ação envolve MP da Bahia e Polícia Federal; os investigados podem responder por organização criminosa, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Uma segunda etapa da ‘Operação Fogo Amigo’ foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27) e cumpriu em Alagoas e Pernambuco nove mandados de busca e apreensão contra integrantes de organização criminosa especializada em vender armas e munições ilegais para facções criminosas nos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
Os alvos são endereços residenciais e comerciais de lojistas e policiais militares investigados por integrar e operar o esquema criminoso de dimensão interestadual, localizados nos municípios pernambucanos de Arapirina e Petrolina, e alagoanos de Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro. A Justiça determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de duas lojas que comercializavam material bélico de forma irregular e afastamento cautelar das funções públicas de quatro policiais militares.

Foto: ASCOM/DPF
A operação decorre de investigação integrada do Ministério Público da Bahia, por meio da unidade norte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Norte); e da Polícia Federal. A ação conta com o apoio da Cipe Caatinga; do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (Bepi); das Corregedorias Gerais da Polícia Militar da Bahia e de Pernambuco; e do Exército brasileiro.

Foto: ASCOM/DPF
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Primeira fase
A ‘Operação Fogo Amigo’ foi deflagrada, na sua primeira fase, em 21 de maio de 2024, com o objetivo de desarticular organização criminosa formada por diversos policiais militares dos estados da Bahia e Pernambuco, CACs e lojistas, especializada em vender armas e munições ilegais para facções criminosas nos estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco. Na ocasião, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas contra agentes de segurança pública, CACs, empresários e lojas de comercialização de armas de fogo, munições e acessórios.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/13), comercialização ilegal de armas e munições (art. 17 da Lei 10.826/2003), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/98) e falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal), cujas penas somadas podem chegar a 35 anos de prisão.
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