Lula critica atuação de Mendonça e defende abertura de sigilos no caso Master
Por Yasmin Mota | 16/09/2026 08:25 e atualizado em 16/09/2026
Foto: Ricardo Stuckert
Resumo da notícia
- Lula criticou a atuação do ministro André Mendonça, do STF, no caso Banco Master e defendeu a abertura completa dos dados da investigação.
- O presidente citou os ministros Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques, que se declararam impedidos de analisar o caso, e defendeu a apuração de responsabilidades.
- Lula também voltou a defender uma reforma do Judiciário, com critérios para a atuação de magistrados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (15), a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso Banco Master. Em entrevista à Record, Lula afirmou que Mendonça divulgava trechos das investigações conforme seus interesses e defendeu a abertura completa dos dados.
“Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e só soltando o que interessava a ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem tava metido nisso. (Saber) por que o (Dias) Toffoli não votou, por que que o Kássio (Nunes Marques) não votou, quem participou dessa trama do Vorcaro. Porque o Vorcaro é uma quadrilha que moveu muita gente de várias instâncias do Poder Judiciário e da classe política”, disse em entrevista à TV Record.
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A declaração ocorreu após uma sessão do STF que analisou a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Relatório da Polícia Federal apontou Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mendonça foi responsável por retirar o sigilo das mensagens entre os dois. Os ministros Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques, citados por Lula, declararam-se impedidos de julgar o tema. Toffoli alegou razões de “foro íntimo”, enquanto Nunes Marques citou conflito por ser presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os nomes dos ministros e de familiares também apareceram nas investigações do caso Master.
Lula defendeu que o presidente do STF, Edson Fachin, determine a abertura dos sigilos e a apuração de responsabilidades. “Chegamos a um momento determinante na história deste país. Não há ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeita ou acusação contra ele”, afirmou. O presidente também voltou a defender uma reforma do Judiciário e a criação de critérios para a atuação de magistrados.
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