Lula defende recompra da BR Distribuidora e Refinaria de Mataripe
Por Yasmin Mota | 03/04/2026 11:28 e atualizado em 03/04/2026
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Resumo da notícia
- Lula manifesta interesse em recomprar a Refinaria de Mataripe, alegando que a unidade produz menos da metade do potencial e que o país ainda depende da importação de 30% do diesel consumido.
- Petrobras e Mubadala não comentaram sobre uma possível recompra, enquanto a Acelen afirmou operar com mais de 85% de utilização, próxima à capacidade instalada.
- A refinaria foi vendida à Mubadala em 2021 por mais de R$ 10 bilhões, mudança que na época foi tratada pela Petrobras como estratégia para ampliar a competitividade no setor de refino no país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (2) que tem interesse em recomprar a Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, na Bahia. A declaração foi feita durante um telejornal da TV Record Bahia.
“Nós temos muito interesse e estamos estudando, já há algum tempo, a necessidade de recomprar a refinaria da Bahia para a Petrobras. A refinaria produz menos da metade daquilo que deveria produzir, e nós precisamos da refinaria produzindo muito mais. Você sabe que nós produzimos 70% do nosso óleo diesel, e a gente compra 30% do óleo diesel”, disse Lula.
O G1 entrou em contato com a Petrobras e com o grupo Mubadala Capital, responsável por criar a Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe, para saber mais detalhes sobre a recompra.
O grupo Mubadala afirmou que não vai comentar sobre o caso. A Petrobras não respondeu o pedido até a última atualização desta reportagem.
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Sobre a produção da refinaria, a Acelen disse que atualmente opera com taxa média de utilização acima de 85%, mantendo níveis próximos à sua capacidade instalada de 302 mil barris por dia. Em 2025, conforme a empresa, a unidade alcançou uma taxa média de 86,3%, processando cerca de 261 mil barris por dia.
A Petrobras anunciou a conclusão da venda da Refinaria Landulpho Alves e seus ativos associados para o grupo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes, em novembro de 2021.
A operação foi concluída com o pagamento de mais de R$ 10 bilhões. A Acelen, empresa criada pelo grupo Mubadala Capital para a operação, assumiu a gestão em 1º de dezembro. Com a venda, a RLAM passou a se chamar Refinaria de Mataripe.
Na época, o então presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse que a venda fortalecia a estratégia da companhia.
“Esta operação de venda é um marco importante para a Petrobras e o setor de combustíveis no país. Acreditamos que, com novas empresas atuando no refino, o mercado será mais competitivo e teremos mais investimentos, o que tende a fortalecer a economia e gerar benefícios para a sociedade. É também parte do compromisso firmado pela Petrobras com o CADE para a abertura do mercado de refino”, afirmou Silva e Luna na época.
Com informações do G1.
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