Mais belo dos belos: Ilê Aiyê divulga tema para Carnaval de Salvador em 2026
Salvador

Mais belo dos belos: Ilê Aiyê divulga tema para Carnaval de Salvador em 2026

Mais belo dos belos: Ilê Aiyê divulga tema para Carnaval de Salvador em 2026 Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • O bloco afro anunciou o tema “Turbantes e Cocares: a história de resistência do povo afro e indígena de Maricá”, celebrando a conexão entre Bahia e Rio de Janeiro e valorizando as raízes afro-indígenas brasileiras. O tema reforça a parceria com o projeto “Ilê in Maricá”, que oferece oficinas de cultura afro, e destaca a criação da Universidade Livre do Carnaval (Unicarnaval) na cidade.
  • O Ilê Aiyê homenageará os quilombos e as comunidades tradicionais de Maricá, exaltando a força dos povos afro e indígenas e sua contribuição histórica. O bloco reafirma seu papel político e pedagógico, transformando o Carnaval em um espaço de conscientização, educação e valorização da identidade negra.
  • O lançamento oficial do tema ocorreu no Largo Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, com apresentações da Band’Aiyê e da Escola de Samba União de Maricá. Patrocinado pela Neoenergia e Grupo Belov, via Lei Rouanet, o evento reforçou o compromisso do Ilê em celebrar a ancestralidade e a união entre turbantes e cocares como símbolos de resistência e pertencimento.

O Ilê Aiyê acaba de lançar o tema “Turbantes e Cocares: a história de resistência do povo afro e indígena de Maricá” para o Carnaval de 2026. A escolha reafirma o papel do bloco como guardião da ancestralidade e voz ativa na valorização da identidade afro-brasileira. A ideia é celebrar a conexão entre Bahia e Rio de Janeiro e destacar a força de um território marcado pela diversidade cultural e pela herança dos povos africanos e indígenas.

Segundo o presidente Antônio Carlos Vovô, cada tema do Ilê é uma lição de história, uma forma de ensinar, celebrar e resistir. Desta vez, a escolha reforça a parceria do bloco com a cidade de Maricá, que nos últimos três anos vem desenvolvendo o projeto “Ilê in Maricá”. A iniciativa oferece oficinas e cursos de formação gratuitos de cultura afro em comunidades de Maricá, no Rio de Janeiro, como dança, percussão e estética, com aulas de tranças e turbantes.

Em 2026, o Ilê Aiyê amplia essa conexão ao levar para a avenida a história e a simbologia de Maricá, retratando sua diversidade cultural, beleza natural e riqueza geográfica. O bloco vai destacar os elementos que compõem sua identidade afro-indígena, e relembrar a presença de importantes quilombos que fizeram da região um território de resistência, como os de Bacaxá, São Bartolomeu, Lagoinha, Ingá e Itaocaia. Além disso, o Ilê vai reverenciar personalidades locais que contribuíram para manter viva a memória e a força afro-indígena em Maricá.

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“Escolhemos esse tema porque ele ajuda a conscientizar e fortalecer a autoestima de uma cidade fortemente negra, que muitas vezes não reconhece toda a sua riqueza cultural. Ao celebrar Maricá, queremos que as pessoas negras e indígenas se vejam refletidas nessa história e se reconheçam como parte fundamental dela. Agora, com a recém-inaugurada Universidade Livre do Carnaval (Unicarnaval) em Maricá, teremos um espaço fixo para desenvolver oficinas de percussão, dança, estética e formação cidadã, ampliando o trabalho que já vem sendo realizado”, afirma o presidente do Ilê Aiyê, Antônio Carlos Vovô.

Carnaval político e pedagógico – Enquanto o tema de 2025, “Kenya: Berço da Humanidade”, voltou-se diretamente para o continente africano, o do próximo Carnaval prestará homenagem a uma cidade brasileira. “Queremos não só mostrar os países africanos, mas também o Brasil negro. Já homenageamos, por exemplo, o povo negro de Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, porque tratamos esses territórios como verdadeiras nações africanas. É importante que o Brasil conheça mais de si mesmo por meio da música, da estética e dos tecidos que expressam nossa ancestralidade”, completa Vovô.

Ao resgatar essa história, o Ilê Aiyê reforça sua vocação de transformar o Carnaval em instrumento político e pedagógico. Assim como os povos de Maricá resistiram à escravidão e à expropriação, o primeiro bloco afro do Brasil, fundado em 1974, no Curuzu, segue há 50 anos defendendo a dignidade e a autoestima do povo preto. Em 2026, a avenida será novamente uma sala de aula a céu aberto, onde os tambores ecoarão as vozes de quem sempre lutou por liberdade.

Hoje, Maricá mantém viva a presença indígena, com aldeias Guarani Mbya e comunidades tradicionais que preservam saberes ancestrais, como os pescadores de Zacarias. Essa convivência entre passado e presente inspira o Ilê a celebrar a continuidade da resistência, mostrando que turbantes e cocares seguem firmes diante do tempo, como símbolos de fé, força e pertencimento. Ao conectar o Rio de Janeiro e a Bahia, o Ilê Aiyê reafirma que a herança afro-indígena é a base espiritual que sustenta a identidade brasileira.

Maricá e sua ancestralidade no Carnaval – O Carnaval de Maricá é tradicional e profundamente enraizado na cultura local. De caráter comunitário, ele mantém forte conexão com os moradores e preserva os saberes ancestrais. Desde a década de 1920, blocos como “Jacaré” e “Tira-teima” animavam a população com marchinhas, e, nos anos 1970, desfiles como os de “Esferinhas” e “Antiga Amizade” refletiam rivalidades sociais e políticas. Mais recentemente, blocos como o “Bloco da Gabriela” mantêm viva a tradição e, em 2015, a criação da União de Maricá consolidou a cidade em uma escola de samba que a representa nos desfiles do Rio, com as cores vermelho, ouro e branco.

O lançamento oficial do tema do Ilê Aiyê para o Carnaval de 2026 aconteceu no último sábado (18), no Largo Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, em uma noite de celebração com apresentações da Band’Aiyê, do grupo Orisun e da Escola de Samba União de Maricá.

O evento de lançamento teve realização assinada da Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê e do Governo Federal, com produção da Caderno 2 Produções e apoio do Clube Correio, contando com o patrocínio da Neoenergia e do Grupo Belov, mantenedores do Plano Anual do Ilê Aiyê, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

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