Mais de 2 bilhões de pessoas estão sem acesso seguro à água potável
Por Hamurabi Dias | 26/08/2025 21:39 e atualizado em 26/08/2025
Foto: Pedro França/Agência Senado
Resumo da notícia
- Mais de 2 bilhões de pessoas ainda não têm acesso seguro à água potável; 106 milhões dependem de água de superfície. ONU alerta que a meta de acesso universal até 2030 está cada vez mais distante.
- Desde 2015, 1,2 bilhão passou a ter saneamento seguro e 1,6 bilhão ganhou acesso a serviços básicos de higiene. Apesar dos avanços, 354 milhões ainda praticam a defecação a céu aberto e os maiores déficits se concentram na África.
- A falta de água, saneamento e higiene aumenta o risco de doenças e afeta saúde, educação e futuro das crianças. Mulheres e meninas sofrem impactos desproporcionais, como a responsabilidade de buscar água e dificuldades durante a menstruação.
Mais de 2 bilhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável em condições de segurança, alertou nesta terça-feira (26) a Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório que expressa preocupação com o progresso insuficiente na cobertura universal do fornecimento de água.
As agências de saúde e da infância da ONU estimam que uma em cada quatro pessoas em todo o mundo não teve acesso à água potável de forma segura no ano passado e que mais de 100 milhões ainda dependem de água de superfície, como de rios, lagoas e canais.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmam que o atraso na melhoria dos serviços de água, saneamento e higiene põe milhares de pessoas em risco de contrair doenças.
Em estudo conjunto, as duas agências da ONU consideram ainda que a meta do acesso universal até 2030 está longe de ser atingida. Pelo contrário, está se tornando “cada vez mais inalcançável”.
“A água, o saneamento e a higiene não são privilégios: são direitos humanos fundamentais. Devemos acelerar as nossas ações, especialmente para as comunidades mais marginalizadas”, afirmou Rüdiger Krech, responsável pelas áreas do ambiente e alterações climáticas da OMS.
✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!
>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.
Os autores do relatório examinaram cinco níveis de serviços de abastecimento de água potável.
O nível mais elevado é o de “gestão segura”, que corresponde a uma situação em que o acesso à água potável no local está disponível e livre de contaminação fecal ou química.
Os quatro níveis seguintes são “básico” [acesso à água tratada em menos de 30 minutos], “limitado” [com água tratada, mas exigindo uma espera maior], “sem água tratada” [de poço ou nascente desprotegidos] e “água de superfície”.
Das 2,1 bilhões de pessoas que ainda não tinham acesso a serviços de água potável em segurança, 106 milhões utilizavam água de superfície, que corresponde a uma redução de 61 milhões de pessoas numa década.
O número de países que eliminaram o uso de água de superfície para consumo aumentou de 142 para 154, detalhou o relatório. Em 2024, apenas 89 países tinham serviço básico de abastecimento de água potável, dos quais 31 tinham acesso universal a esses serviços geridos de forma segura. Os 28 países onde uma em cada quatro pessoas ainda não tinha acesso a serviços básicos concentravam-se sobretudo na África.
Em relação ao saneamento, 1,2 bilhão de pessoas têm agora acesso a serviços geridos em segurança desde 2015, com a cobertura aumentando de 48% para 58%.
Esses serviços são definidos como instalações melhores que não são partilhadas com outras famílias e onde os excrementos são descartados no local ou transportados para tratamento externo.
Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.
leia também