Mais de 50 corpos são levados à praça da Penha por moradores após megaoperação no Rio de Janeiro
Por Yasmin Mota | 29/10/2025 08:39 e atualizado em 29/10/2025
Foto: Raull Santiago/Arquivo pessoal/Reproduzida por g1
Resumo da notícia
- Após a megaoperação na Penha e no Alemão, moradores do Complexo da Penha levaram cerca de 55 corpos para a Praça São Lucas, durante a madrugada de quarta (29), em um ato para facilitar o reconhecimento das vítimas.
- O governo do Rio havia informado 64 mortes (60 suspeitos e 4 policiais), mas os novos corpos encontrados na região da Serra da Misericórdia não constam na contagem oficial. A perícia vai confirmar se há relação com a operação.
- O reconhecimento dos corpos será feito no IML, com atendimento às famílias a partir das 8h. Moradores e ativistas denunciam violência sem precedentes e pedem transparência sobre as ações das forças de segurança.
Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 55 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29), o dia seguinte à operação mais letal da história do Rio de Janeiro.
O governo do Rio de Janeiro tinha afirmado nesta terça-feira (28) que 60 criminosos foram mortos durante a megaoperação na Penha e no Alemão, e outros 4 policiais também morreram. Nesta quarta (29), o secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, informou que, a princípio, os corpos da praça não constam dessa contabilidade.
Haverá uma perícia para confirmar se há relação entre essas mortes e a operação.
Se realmente se tratar de novos óbitos, o total de mortes pode ultrapassar 100.
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Segundo informações, os corpos estavam na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos entre as forças de segurança e traficantes. Moradores afirmaram que ainda há muitos mortos no alto do morro.
O ativista Raull Santiago é um dos que ajudaram a retirar os corpos da mata. “Em 36 anos de favela, passando por várias operações e chacinas, eu nunca vi nada parecido com o que estou vendo hoje. É algo novo. Brutal e violento num nível desconhecido”, disse.
O objetivo do traslado dos corpos foi para facilitar o reconhecimento por parentes.
Depois, a Polícia Civil informou que o atendimento às famílias para o reconhecimento oficial ocorrerá no prédio do Detran localizado ao lado do Instituto Médico-Legal (IML), a partir das 8h. Nesse período, o acesso ao IML será restrito à Polícia Civil e ao Ministério Público, que realizam os exames necessários. As demais necropsias, sem relação com a operação, serão feitas no IML de Niterói.
Com informações do g1.
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