Mais de 500 mulheres participam de mutirão para tratamento da gigantomastia em Feira de Santana
Por Hamurabi Dias | 03/11/2025 17:52 e atualizado em 03/11/2025
Foto: Tiara Brandão
Resumo da notícia
- Mais de 500 mulheres participaram do mutirão realizado em Feira de Santana no dia 1º de novembro, no Ambulatório de Saúde da Mulher, promovido pela Prefeitura e coordenado pelo cirurgião plástico César Kelly Villafuerte Velez.
- O programa busca tratar a gigantomastia, condição que causa crescimento excessivo das mamas, dores físicas e impacto na autoestima. Foram realizadas 561 consultas gratuitas, com 321 mulheres avaliadas e 240 procedimentos agendados para 2026.
- Participantes relataram melhora na saúde física, autoestima e qualidade de vida. A Fundação Hospitalar destacou que o mutirão proporciona um recomeço para mulheres que conviviam há anos com dor e limitações.
Logo nas primeiras horas da manhã deste sábado (1), a movimentação já era intensa em frente ao Ambulatório de Saúde da Mulher, em Feira de Santana, para o mutirão e atendimento para mulheres com gigantomastia.
Entre as centenas de mulheres que aguardavam atendimento estava Fernanda Silva, vendedora de 36 anos. “Minha amiga viu na TV e me falou. Eu vim e estou com muita fé em Deus que vou conseguir. Se tudo der certo, vou ter outra qualidade de vida. Já imaginou? Meu sonho”, contou, enquanto esperava pela avaliação médica.
Promovido pela Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Fundação Hospitalar, o mutirão integra o Programa Municipal de Tratamento das Gigantomastias, que tem coordenação do médico cirurgião-plástico César Kelly Villafuerte Velez.
A presidente da Fundação, Gilbert Lucas, explicou que o programa tem o objetivo de atender mulheres que convivem com um problema considerado de saúde pública.
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“A gigantomastia é uma condição que provoca o crescimento excessivo das mamas e pode causar dores, limitações físicas e impacto na autoestima. Nosso objetivo é devolver conforto, leveza e qualidade de vida a essas mulheres”, afirmou.
Ao todo, foram realizadas 561 consultas gratuitas voltadas à triagem para as cirurgias. Destas, 321 mulheres já passaram pela avaliação médica, e outras 240 tiveram o procedimento agendado para o próximo ano.
Adriele Oliveira, autônoma, foi uma das atendidas e contou que chegou à fila ainda na madrugada de sexta-feira para garantir a vaga. “Quem vive isso sabe o quanto é limitante para as coisas simples. Dói nas costas, no corpo e na autoestima. Agora é só passar pelo processo e realizar esse sonho”, disse.
Para o diretor adjunto da Fundação, Danilo Queiroz, o mutirão reforça o compromisso da instituição com a saúde da mulher. “Cada história que ouvimos aqui é única. Muitas dessas mulheres conviviam com dor e limitações há anos. Poder proporcionar essa mudança é gratificante. Não é apenas uma cirurgia, é um recomeço”, afirmou.
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