Matéria-prima para produção de cosméticos é patenteada por startup criada por estudantes da UEFS
Por Hamurabi Dias | 17/08/2025 10:14 e atualizado em 17/08/2025
Foto: Bernardo Bezerra
Resumo da notícia
- A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) firmou seu primeiro contrato de licenciamento de patente com a startup Puba, criada por doutoras egressas da instituição. O acordo marca um avanço na política de inovação da universidade, liderada pela Agência Inova Uefs.
- A patente licenciada é fruto de pesquisa multidisciplinar desenvolvida no Laboratório de Química de Produtos Naturais e Bioativos (Lapron) e outros laboratórios da Uefs. A tecnologia usa compostos bioativos de plantas da Caatinga para criar insumos com aplicações em cosméticos, alimentos e agricultura.
- A solução desenvolvida apresenta eficácia em proteção solar e sustentabilidade ambiental, podendo ser aplicada tanto na pele quanto em plantas. A patente abrange o método de produção e suas aplicações, destacando-se por seu ineditismo e alto potencial de impacto.
Em um marco histórico, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) firmou seu primeiro contrato de licenciamento de patente com a startup Puba, bioindústria criada pelas egressas dos cursos de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais (PPGRGV), Taris Maria Macedo, e do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec), Acsa Magalhães. O acordo representa um avanço institucional e consolida a política de inovação da universidade, liderada pela Agência Inova UEFS.
A patente licenciada é resultado da pesquisa desenvolvida pelas empreendedoras durante a realização dos doutorados, voltada à criação de insumos para cosméticos, com aplicações também em alimentos, produtos agrícolas e pecuários. A tecnologia tem origem no Laboratório de Química de Produtos Naturais e Bioativos (Lapron), com colaboração de outros laboratórios da UEFS nas áreas de física e biodiversidade. A pesquisa é baseada em plantas da Caatinga, conhecidas por produzir compostos bioativos em resposta a condições ambientais extremas.
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A professora doutora Angélica Maria Lucchese, orientadora do estudo e vinculada ao PPGRGV e PPGBiotec, destaca o caráter multidisciplinar da iniciativa. “Nosso objetivo é estudar plantas da Caatinga que geram substâncias antioxidantes e fotoprotetoras. Ao integrar pesquisadores de diferentes áreas, conseguimos desenvolver insumos com potencial para uso em cosméticos e farmacêuticos, transformando ciência em benefício social”, frisa.
A patente foi depositada em 2024, com titularidade da UEFS e da Puba, com autoria das empreendedoras, Taris Macedo e Acsa Magalhães, e também da professora Angélica Lucchese do Lapron e do professor Ernando Ferreira, do Laboratório de Espectroscopia, Nanomaterias e Sensores (Lens). A patente agora está sendo licenciada para a Puba, que está desenvolvendo novas fases da tecnologia e validando a solução proposta.
A pesquisadora Taris Macedo detalha os testes realizados e a abrangência da patente. “Realizamos testes de citotoxicidade (para saber se o produto é tóxico para a pele), tamanho de partícula, atividade antioxidante e fotoprotetora. O produto é composto por substâncias que protegem a pele e também podem ser aplicadas como fotoprotetores para plantas. A patente cobre tanto o método de produção quanto suas aplicações”, explica.
De acordo com a cientista, a tecnologia desenvolvida alia eficácia à sustentabilidade ambiental. “Esses compostos oferecem proteção solar aos frutos, reduzindo perdas na lavoura, ao mesmo tempo em que evitam a contaminação de ecossistemas sensíveis, como corais e lençóis freáticos. Trata-se de uma inovação estratégica, com alto potencial de impacto e ainda inédita no mercado”, declara.
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