Mercado reduz previsão da inflação para 4,46%, abaixo do teto da meta
Por Yasmin Mota | 17/11/2025 11:23 e atualizado em 17/11/2025
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Resumo da notícia
- Previsão do mercado para o IPCA de 2025 caiu de 4,55% para 4,46%, entrando no intervalo da meta de inflação (1,5% a 4,5%), após o índice de outubro registrar a menor taxa para o mês desde 1998.
- IPCA de outubro ficou em 0,09%, influenciado pela redução na conta de luz; em 12 meses, a inflação está em 4,68%, abaixo de 5% pela primeira vez em oito meses, mas ainda acima do teto da meta.
- Boletim Focus manteve projeções para os próximos anos: 4,2% em 2026; 3,8% em 2027; e 3,5% em 2028.
Após a divulgação da inflação de outubro, a menor para o mês em quase 30 anos, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,55% para 4,46% este ano. Com isso, a estimativa alcançou o intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central (BC).
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
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Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,2%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
A redução na conta de luz puxou a inflação oficial para baixo e fez o IPCA fechar outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em setembro, o índice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.
Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,68%, a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta do CMN.
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