Ministério Público denuncia advogada conhecida como ‘Rainha do Sul’ por integrar organização criminosa
Por Hamurabi Dias | 23/01/2026 18:58 e atualizado em 23/01/2026
Foto: Acervo pessoal
Resumo da notícia
- Ministério Público da Bahia denunciou a advogada conhecida como “Rainha do Sul” por tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.
- Segundo o Gaeco, ela usava a função de advogada para repassar ordens da liderança presa, intermediar cobranças e administrar recursos do tráfico.
- As investigações apontam uso de aplicativos para coordenar crimes e lavagem de dinheiro por meio de terceiros e joias de alto valor.
O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), denunciou na última terça-feira (20), a integrante de organização criminosa identificada como Poliane França Gomes, conhecida como “Rainha do Sul”. Ela foi denunciada pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.
Segundo o Gaeco, a Rainha do Sul exercia papel central na estrutura do grupo criminoso, atuando como elo de comunicação entre a liderança da organização e os demais integrantes em liberdade. Ela estaria usando da sua posição de advogada para transmitir ordens de liderança criminosa presa em Serrinha, ameaças e orientações estratégicas da facção, além de intermediar cobranças financeiras e auxiliar na administração de recursos provenientes do tráfico de drogas. As apurações tiveram início a partir de investigações conduzidas pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que identificaram uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, hierarquia definida e atuação contínua no tráfico de entorpecentes, comércio de armas e lavagem de dinheiro.
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De acordo com a denúncia, foram realizadas diversas diligências destinadas à apuração da autoria e da materialidade delitivas, as quais culminaram na comprovação da existência de organização criminosa estruturalmente ordenada, voltada à obtenção de vantagem de natureza patrimonial, direta ou indireta, mediante a prática do crime de tráfico de drogas e outros delitos correlatos.
O grupo utilizava aplicativos de mensagens para coordenar atividades ilícitas, arrecadar valores periódicos conhecidos como “caixinha” e controlar o fluxo financeiro da organização. As investigações apontam ainda que a denunciada utilizava pessoas interpostas para lavagem de capitais e realizava colocação do dinheiro ilícito em joias de alto valor, que foram apreendidas com ela.
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