Ministério Público denuncia deputado Lucas Bove e pede prisão preventiva por descumprir medidas protetivas
Por Yasmin Mota | 24/10/2025 11:54 e atualizado em 24/10/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Lucas Diez Bove (PL) foi denunciado por perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça contra sua ex-esposa, influenciadora Cíntia Chagas, e o MP solicitou sua prisão preventiva por descumprir medidas protetivas.
- A denúncia aponta ataques físicos e psicológicos, exposição da vítima na mídia e reiterado desrespeito às restrições judiciais, incluindo episódios de arremesso de objetos e ameaças de queimar pertences.
- Cíntia Chagas reforçou confiança na Justiça, destacando que agressores não devem ocupar cargos públicos, e o Conselho de Ética da Alesp arquivou denúncia anterior por quebra de decoro parlamentar.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o deputado estadual Lucas Diez Bove (PL) por perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça contra sua ex-mulher, a influenciadora digital Cíntia Chagas. A promotoria solicitou à Justiça, nesta quinta-feira (24), a prisão preventiva do parlamentar por supostos descumprimentos reiterados das medidas protetivas concedidas à vítima. O deputado nega todas as acusações.
Segundo a denúncia, Bove ignorou determinações judiciais repetidamente, mesmo após intimações e advertências feitas pessoalmente e por meio de seus advogados. A promotoria afirma que o deputado demonstrou “claro desprezo” às restrições impostas pela Justiça. Conforme informações publicadas pelo jornal O Globo, o MP argumenta que o parlamentar descumpre as medidas por acreditar que não será responsabilizado pelos seus atos.
Para a promotoria, a existência dessas medidas protetivas já não seria suficiente para garantir a segurança de Chagas, justificando o pedido de prisão.
A denúncia atual ocorre após Chagas ter prestado queixa contra o ex-marido no ano passado. Na ocasião, a educadora relatou ter sofrido abusos físicos e psicológicos durante o relacionamento que durou mais de dois anos.
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Em 29 de setembro deste ano, Bove foi indiciado pela polícia pelos crimes de perseguição e violência psicológica contra Cíntia Chagas. A acusação do MP também destaca que o deputado expôs a vítima a desgaste emocional através de postagens e insinuações de que ela estaria mentindo. Segundo o documento, Cíntia foi “sistematicamente exposta e ridicularizada perante a mídia e opinião pública”.
Cíntia Chagas relatou que durante uma discussão, o deputado teria arremessado uma faca contra sua perna, causando ferimentos. Em outro episódio, Bove teria jogado uma garrafa de água mineral na direção da influenciadora e ameaçado queimar seus pertences quando ainda eram casados.
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo decidiu arquivar uma denúncia anterior contra o deputado, que era acusado de quebra de decoro parlamentar em função das acusações feitas por sua ex-esposa.
Em nota publicada no Instagram, Cíntia Chagas afirmou que recebe a manifestação do MP “com serenidade e inabalável confiança na Justiça”. Ela também escreveu: “Trata-se de um homem público, e é moralmente inaceitável que agressores de mulheres permaneçam investidos em funções de poder. A violência contra a mulher não se circunscreve à esfera privada: constitui crime e afronta à dignidade humana. Que a lei siga o seu curso e que, como sempre, a verdade prevaleça”.
A influenciadora ainda deixou uma mensagem para outras mulheres: “A todas as mulheres que enfrentam a violência, deixo uma mensagem: não se calem. O silêncio protege o agressor”.
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