Ministério Público: Pedro Maia toma posse para segundo mandato como procurador-geral de Justiça
Bahia

Ministério Público: Pedro Maia toma posse para segundo mandato como procurador-geral de Justiça

Ministério Público: Pedro Maia toma posse para segundo mandato como procurador-geral de Justiça Foto: Divulgação/CECOM/MPBA

Resumo da notícia

  • Pedro Maia tomou posse para o segundo mandato (2026-2028) como chefe do Ministério Público da Bahia, em solenidade com autoridades estaduais e nacionais, destacando o papel histórico do Ministério Público após a Constituição de 1988.
  • No balanço da primeira gestão, apresentou resultados como 96 operações contra organizações criminosas em 2025, ampliação do projeto “Município Seguro” para 357 cidades, expansão do “Raízes da Cidadania”, fortalecimento da autocomposição com o Compor e ações ambientais como o “Terra Protegida”.
  • Para o novo mandato, defendeu um MP mais estratégico, tecnológico e presente, com foco no combate ao crime organizado, na defesa de direitos fundamentais, na sustentabilidade e na ampliação de políticas públicas em todos os municípios baianos.

O procurador-geral de Justiça Pedro Maia tomou posse nesta sexta-feira (27) para o segundo mandato, biênio 2026-2028, como chefe do Ministério Público da Bahia (MPBA). Atual presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), o PGJ baiano fez uma reflexão histórica dos efeitos práticos e simbólicos, convergindo passado, presente e futuro, da instituição Ministério Público para a nação, sociedade e Estado brasileiros. Apresentou resultados de destaque da primeira gestão e apontou uma síntese do desenho institucional e organizacional do MP do futuro.

A solenidade, com centenas pessoas lotando as principais instalações da sede do CAB, contou com a presença de autoridades e artistas dos diversos estados do Brasil, entre eles o governador Jerônimo Rodrigues; os ministros de Estado Rui Costa, da Casa Civil; Margareth Menezes, da Cultura; e Wellington César Lima e Silva, da Justiça; os ministros Carlos Brandão, do Superior Tribunal de Justiça, e Verônica Abdalla, do Superior Tribunal Militar; o senador Ângelo Coronel; o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador José Edivaldo Rotondano; a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Ivana Bastos; vários procuradores-gerais e conselheiros do CNMP e do CNJ.

Em panorama histórico, Pedro Maia destacou que o Ministério Público “confunde-se com a própria formação do Estado Brasileiro” e ressaltou o fortalecimento identitário da Instituição.

“A chamada Carta Cidadã transformou o Ministério Público em instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbida da defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. O artigo 127 é a nossa carta de identidade. Passamos de representante do Rei a guardião da cidadania. De braço do Executivo a instituição autônoma. De órgão somente acusador a também protagonista na defesa de direitos difusos e coletivos. Essa foi a maior transição geracional da nossa história — fruto direto da redemocratização e das mobilizações sociais da década de 80, consolidadas na Carta de Curitiba de 1986, que influenciou decisivamente o desenho constitucional de 1988. A Instituição assimilou o espírito daquele tempo histórico, superando o legado autoritário e aproximando-se da sociedade civil. Desde então, cada geração é chamada a reinterpretar sua missão à luz dos desafios do seu tempo. Hoje, atravessamos uma nova etapa dessa evolução. Se a geração anterior conquistou autonomia, a nossa deve exercê-la com responsabilidade, método e visão estratégica”, disse.

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O presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), promotor de Justiça Tarcísio Bonfim, celebrou a recondução de Pedro Maia ao cargo e registrou que “reconduzir um líder é, talvez, a mais eloquente demonstração de confiança que uma decisão pode oferecer. É afirmar de maneira clara e serena, que o caminho trilhado foi o caminho certo, e que desejamos, com ainda mais conexão e espírito público, avançar”. Ele complementou que “essa confiança se torna ainda mais expressiva quando vemos a sua competência, que ultrapassou as fronteiras da nossa Bahia conduzindo a honrosa presidência do CNPG”. O promotor de Justiça Lucas Santana, presidente da Associação dos Membros do Ministério Público da Bahia (Ampeb), também destacou a representatividade da recondução de Pedro Maia e assinalou que o PGJ, como membro do MP, “investe na sua função um dos bens mais importantes que tem, o próprio tempo de vida, o que é um privilégio”, pois “nos rincões mais distantes da Bahia e do Brasil, quando tudo ou mais falha, quando as promessas de uma modernidade tardia são quebradas, quando o Estado ausenta-se, quando a família falta, é ao Ministério Público que o povo recorre”.

Destaques primeira gestão e novas metas

O procurador-geral apresentou números e resultados nas áreas de segurança pública, sustentabilidade e desenvolvimento humano. Em 2025, o MPBA deflagrou 96 operações estruturadas contra organizações criminosas, com bloqueios bilionários de ativos e restituição de recursos aos cofres públicos. Ao tratar do enfrentamento ao crime organizado, foi enfático: “Não recuaremos! Ampliaremos as operações para mais de cem por ano. Recuperaremos ativos na casa dos bilhões e enfrentaremos o crime organizado com a firmeza que a população nos exige”. Também destacou o projeto ‘Município Seguro’, iniciativa voltada ao aprimoramento das políticas municipais de segurança alinhadas ao Sistema Único de Segurança Pública e lembrou que 357 municípios foram alcançados. A meta é chegar a todos os municípios baianos neste ano.

Na área social, destacou a expansão do projeto “Raízes da Cidadania” e assumiu compromisso público de ampliar a iniciativa para mais 50 municípios. “Onde houver vulnerabilidade, haverá atuação. Onde houver desigualdade, haverá compromisso. Jamais para substituir o gestor público, mas para induzir políticas eficazes e exigir resultados concretos.”

Também ressaltou o fortalecimento da autocomposição, com a criação do Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor), e a consolidação do Núcleo de Apoio às Vítimas de Violência (Navv) como política institucional permanente.

O PGJ frisou que, no campo da sustentabilidade, não há espaço para retórica vazia. “Assumimos a Agenda 2030 como diretriz institucional, com monitoramento e avaliação de impacto, porque sustentabilidade só se consolida quando é mensurável e orientada por resultados”, relatou ele, ressaltando o papel do projeto “Terra Protegida”, que recuperou e protegeu milhares de hectares no território baiano, que foram transformados em Reserva Particular de Proteção Natural.

MP do futuro

Em tom prospectivo, Pedro Maia defendeu que a nova etapa exige maturidade institucional, planejamento estratégico e uso intensivo de tecnologia, sem perder a dimensão humana da atuação ministerial. “O Ministério Público do futuro afirma-se como instituição verdadeiramente una — não pela uniformização de pensamentos, mas pela convergência consciente em torno da Constituição. Unidade sem direção é dispersão. E legitimidade sem efetividade não se sustenta.”

Segundo o PGJ, a identidade institucional é um MP  “diverso e plural, pois somente quem compreende a complexidade social pode representá-la com legitimidade e respeito; disruptivo quando necessário, porque não se acomoda diante de estruturas injustas ou práticas ineficientes; dialógico na construção de soluções, afinal conflitos estruturais exigem escuta qualificada e articulação institucional; contramajoritário na defesa intransigente dos direitos fundamentais, especialmente quando maiorias circunstanciais silenciam minorias vulneráveis e consensual sempre que o consenso produza justiça mais célere, eficaz e socialmente legítima”.

“E, sobretudo, é uma Instituição efetivamente presente — atuante onde o cidadão precisa, vigilante onde o Estado falha, firme quando a Constituição é tensionada e profundamente comprometida com a dignidade da pessoa humana”, ressaltou.

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