Ministério Público vai investigar casos de xenofobia contra nordestinos após 1º turno
Por Yasmin Mota | 07/10/2026 11:02 e atualizado em 07/10/2026
Foto: Divulgação/MP da Bahia
Resumo da notícia
- O Ministério Público da Bahia vai montar uma força-tarefa para apurar possíveis crimes de xenofobia após o resultado do 1º turno das eleições de 2026, incluindo casos registrados nas redes sociais e em plataformas digitais.
- A iniciativa considera episódios de preconceito contra nordestinos registrados após eleições anteriores. Em 2022, levantamento do InternetLab apontou que 19,4% das publicações analisadas sobre o Nordeste ou nordestinos continham ataques ou ofensas no dia seguinte ao 1º turno.
- A força-tarefa reunirá setores como o Caocrim, Caodh, Nucciber, Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e a Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) vai montar uma força-tarefa para apurar eventuais crimes de xenofobia, inclusive aqueles cometidos por meio de manifestações nas redes sociais e em outras plataformas digitais, após o resultado do primeiro turno das eleições de 2026.
A medida ocorre em um contexto no qual episódios de xenofobia contra nordestinos já foram registrados nas redes sociais após resultados eleitorais em anos anteriores. Em 2018 e 2022, por exemplo, houve aumento de manifestações preconceituosas contra a população nordestina após a divulgação dos resultados, especialmente em plataformas digitais.
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Em 2022, um levantamento do InternetLab identificou que 19,4% dos posts analisados que mencionavam o Nordeste ou nordestinos continham ataques ou ofensas contra a população da região no dia seguinte ao primeiro turno.
A força-tarefa contará com a participação dos Centros de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Criminais (Caocrim) e de Defesa de Direitos Humanos (Caodh), do Núcleo de Combate aos Ilícitos Cibernéticos (Nucciber), da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI).
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