Ministra Cármen Lúcia relata ataques machistas e pressão para deixar STF
Por Yasmin Mota | 14/04/2026 10:28 e atualizado em 14/04/2026
Foto: Vinicius Doti/Fundação FHC
Resumo da notícia
- A ministra Cármen Lúcia afirmou receber diariamente ofensas machistas e disse que familiares a aconselham a deixar o STF.
- Em palestra no Instituto FHC, ela alertou que ataques e ameaças podem afastar possíveis candidatos a vagas no Supremo.
- A magistrada declarou que atua com base na lei e citou recente ameaça de bomba contra sua vida.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou, na segunda-feira (14) que recebe diariamente ofensas machistas e que familiares a aconselham a deixar o cargo. A declaração foi feita durante palestra promovida pelo Instituto FHC, em São Paulo, onde também mencionou que ataques e ameaças podem desestimular magistrados a aceitarem uma vaga na Corte.
“Algumas pessoas não vão querer ir, porque a nossa família não quer que a gente fique. Para nós mulheres, nem se fala, dificuldade é enorme, porque o discurso de ódio contra homem é mau administrador. Contra nós, os senhores já viram o que fazem a meu respeito, ele é sexista, machista e desmoralizante. Todo mundo da família fala: Cármen, sai disso, já fez o que tinha o que fazer”, afirmou.
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Ao abordar o cenário atual, a ministra reconheceu um momento de tensão e questionamento sobre o Supremo, mas afirmou que sua atuação é pautada na lei. Ela ressaltou seu compromisso com a imparcialidade, mencionando que já tomou decisões contrárias a interesses pessoais. Recentemente, também revelou ter sido alvo de ameaça de bomba com a intenção de matá-la.
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