Movimento Bahia pela Educação retoma atividades com formação para professores e encontros entre gestores
Por Hamurabi Dias | 13/03/2026 16:15 e atualizado em 13/03/2026
Foto: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema Fieb
Resumo da notícia
- O Movimento Bahia pela Educação retomou as atividades em 2026 com formações para professores e encontros entre gestores, visando melhorar a alfabetização de crianças na Bahia.
- A iniciativa pretende garantir que 80% das crianças estejam alfabetizadas até 2030, já que apenas 36% dos alunos da rede pública estavam plenamente alfabetizados em 2024, segundo o Ministério da Educação.
- Serão realizados Encontros Territoriais em cidades como Ilhéus, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras e Salvador para discutir estratégias de melhoria da educação.
O Movimento Bahia pela Educação retoma as atividades em 2026 com formações continuadas para professores e a realização dos Encontros Territoriais em sete cidades. A iniciativa reúne governo, setor produtivo, municípios e sociedade civil organizada, com o objetivo de garantir que, até 2030, pelo menos 80% das crianças baianas estejam alfabetizadas na idade certa.
O cenário é preocupante, pois apenas 36% dos alunos da rede pública concluíram o 2º ano do ensino fundamental plenamente alfabetizados em 2024, segundo o Ministério da Educação (MEC). Por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o órgão visa garantir que 80% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas fim desta etapa.
Para avançar rumo a essa meta, o Movimento atuará em duas frentes principais ao longo de 2026:
• Formação continuada para professores de cerca de 30 municípios que apresentaram os resultados mais desafiadores no Indicador Criança Alfabetizada (ICA), ferramenta do MEC que monitora a alfabetização;
• Encontros Territoriais que vão promover formações diretas com gestores como prefeitos, secretários municipais, coordenadores e diretores escolares, em sete grandes cidades baianas, incluindo Salvador.
Ao longo do ano, três formadoras do Movimento percorrerão cidades de norte a sul do estado para aplicar o Programa de Alfabetização Responsável (PAR). O objetivo é ofertar formação continuada aos docentes e fortalecer práticas pedagógicas que garantam a alfabetização na idade certa.
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Desenvolvido em acordo de cooperação técnica entre o Serviço Social da Indústria (SESI) São Paulo e o SESI Bahia, o PAR possui carga horária de 40 horas, que inclui atividades presenciais, aulas assíncronas e mentoria. As formações começam em março e contemplam professores da Educação Infantil (G4 e G5), alfabetizadores (1º e 2º anos do Ensino Fundamental) e coordenadores pedagógicos.
Já os Encontros Territoriais, que são gratuitos, reúnem gestores municipais como prefeitos, secretários de educação, diretores e coordenadores escolares, para discutir desafios da alfabetização, questões relacionadas ao financiamento educacional e apresentar casos de sucesso reconhecidos pelo Prêmio Município Alfabetizador, compartilhando estratégias que têm gerado resultados concretos.
Confira a agenda completa dos Encontros Territoriais:
31 de março – Ilhéus
14 de abril – Feira de Santana
28 de abril – Vitória da Conquista
12 de maio – Barreiras
26 de maio – Eunápolis
9 de junho – Salvador
Premiação
Ao final do ano, será entregue a segunda edição do Prêmio Município Alfabetizador, que reconhecerá as cidades que alcançarem os melhores índices de alfabetização ao fim do 2º ano do ensino fundamental, com base nos dados de 2025.
Na primeira edição, realizada no ano passado, os vencedores na categoria Ouro – Quixabeira, Novo Horizonte e Malhada de Pedras – foram premiados por alcançarem 70% ou mais de crianças alfabetizadas na idade certa, correspondente ao nível 4 do Indicador da Criança Alfabetizada (ICA), do MEC.
Em Quixabeira, o Movimento também produziu um documentário que mostra como a valorização do ensino e o trabalho coletivo fizeram do município uma referência educacional. O conteúdo está disponível no YouTube do Sesi Bahia.
Movimento Bahia pela Educação
O Movimento é articulado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em parceria com o Governo da Bahia, Secretaria de Educação do Estado, Ministério Público da Bahia, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), União dos Municípios da Bahia (UPB), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação das Empresas de Transporte (Fetrabase), Serviço Social da Indústria (SESI) e Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, da Universidade de São Paulo (USP Ribeirão Preto).
“Estamos procurando trazer gestores e especialistas, para que as discussões desse tema, a educação, possam ser revertidas em favor da sociedade. Essa causa fala com um dos pilares para o desenvolvimento industrial do estado”, afirma Carlos Henrique Passos, presidente da FIEB.
Lançado oficialmente em outubro de 2025, em Salvador, o Movimento surge como uma iniciativa inédita no estado, que ocupa a última posição no ranking nacional de alfabetização na idade certa segundo o MEC. Em 65% dos 417 municípios baianos, menos de 40% dos estudantes atingiram o nível esperado de leitura e escrita em 2024.
Diante desse cenário, o Movimento atua como um chamado coletivo para colocar a alfabetização no centro da agenda pública, buscando não apenas melhorar indicadores, mas transformar a vida de milhares de crianças baianas por meio de uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade.
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