Mulheres vão às ruas em todo país para protestar contra feminicídio
Brasil

Mulheres vão às ruas em todo país para protestar contra feminicídio

Mulheres vão às ruas em todo país para protestar contra feminicídio Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Resumo da notícia

  • Mulheres em várias cidades do Brasil realizam manifestações neste domingo (7) para denunciar o aumento dos feminicídios e exigir justiça, segurança e respeito.
  • Crimes brutais, como o assassinato da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, a tentativa de feminicídio contra Tainara Souza Santos e o duplo homicídio no Cefet-RJ, intensificaram a revolta social.
  • Dados recentes mostram números alarmantes, com milhões de mulheres sofrendo violência doméstica e mais de 1.180 feminicídios registrados em 2025, o que levou a um apelo do presidente Lula por um movimento nacional contra a violência de gênero.

 Mulheres de diversas cidades brasileiras irão às ruas neste domingo (7) para denunciar o aumento do número de casos de feminicídio e protestar contra todas as formas de violência que violam o direito das mulheres a viver com liberdade, respeito e segurança.

Mobilizadas por coletivos, movimentos sociais e organizações feministas, as manifestações têm o objetivo de romper o silêncio, exigir justiça e afirmar que a sociedade não aceitará mais a impunidade.

“Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas” é o lema das manifestantes.

Confira algumas das manifestações marcadas para este domingo

São Paulo (SP): 14h, vão do Masp

Curitiba (PR): 10h, Praça João Cândido (Largo da Ordem)

Campo Grande (MS): 13h (horário local), Av. Afonso Pena (em frente ao Aquário do Pantanal)

Manaus (AM): 17h, Largo São Sebastião

Rio de Janeiro (RJ): 12h, Posto 5 – Copacabana

Belo Horizonte (MG): 11h, Praça Raul Soares

Brasília (DF) e Entorno: 10h, Feira da Torre de TV

São Luís (MA): 9h, Praça da Igreja do Carmo (Feirinha)

Teresina (PI): 17h, Praça Pedro II

A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.

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Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato. Ele está preso no Batalhão da Polícia do Exército.

No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso por tentativa de feminicídio.

Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino que se matou em seguida.

Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero.

Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar ou por menosprezo e discriminação relacionados à condição do sexo feminino.

Em 2025, Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.

Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo para que haja um grande movimento nacional contra a violência de gênero. Ele cobrou dos próprios homens uma resposta para mudar a cultura de violência de gênero que predomina na sociedade.

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