Multidão histórica ocupa Avenida Paulista em ato de apoio a Lula
Por Yasmin Mota | 12/10/2026 07:58 e atualizado em 12/10/2026
Foto: Ricardo Stuckert
Resumo da notícia
- A Marcha pela Democracia reuniu apoiadores do presidente Lula na Avenida Paulista, neste domingo (11). A organização estimou mais de 1 milhão de participantes, mas não houve contagem independente divulgada.
- Durante o ato, Lula convocou eleitores ausentes no primeiro turno a votar e voltou a defender o fim da escala de trabalho 6x1. O presidente também criticou a atuação de Jair Bolsonaro durante a pandemia.
- A mobilização contou com autoridades, parlamentares, artistas e movimentos sociais. Entidades estudantis e científicas defenderam mais recursos para a educação pública e a pesquisa, além da valorização de professores e cientistas.
A mobilização reuniu estudantes, movimentos sociais, torcidas organizadas, integrantes da comunidade LGBTQIA+ e representantes de diferentes setores da sociedade. Durante o ato, Lula convocou os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno a participarem da votação decisiva.
O presidente também voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 e criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19. Antes da manifestação, Lula comentou temas que devem avançar no Congresso, como a proposta sobre a jornada de trabalho e a PEC da Segurança Pública.
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A marcha contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e dos governadores Elmano de Freitas (PT), do Ceará, e Rafael Fonteles (PT), do Piauí. Parlamentares como Érika Hilton, Sâmia Bomfim e Luna Zarattini também participaram, ao lado de artistas e outros apoiadores do presidente.
Além das pautas políticas, o evento abriu espaço para reivindicações relacionadas à educação, à ciência e à tecnologia. Em uma carta conjunta, entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) defenderam o aumento dos recursos destinados ao ensino público e à pesquisa, a valorização de professores e cientistas e a autonomia das universidades.
A mobilização também foi acompanhada por atos em outras cidades, como Campinas e Belo Horizonte. Em São Paulo, mesmo após o encerramento oficial da programação, grupos de estudantes seguiram em caminhada pela Avenida Paulista.
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