Museu de Zoologia da UEFS recebe doação de estrelas-do-mar
Por Hamurabi Dias | 12/05/2025 12:40 e atualizado em 12/05/2025
Foto: ASCOM/UEFS
O Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) recebeu 20 estrelas-do-mar do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O material doado foi apreendido em fevereiro deste ano no Aeroporto Internacional de Salvador. Agora, as estrelas recebidas passam a compor a coleção científica dos equinodermos da Divisão de Invertebrados Aquáticos e serão utilizadas em visitas itinerantes realizadas pela Divisão de Educação, Acervo e Divulgação (DEADD), ambos do museu.
As estrelas-do-mar apreendidas são da espécie Oreaster reticulatus e compõem o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. O Ibama escolheu a UEFS para realizar o depósito do material apreendido porque a Divisão de Invertebrados Aquáticos do Museu de Zoologia é fiel depositária do Patrimônio Genético junto ao Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen). Além disso, o professor doutor Walter Ramos Pinto Cerqueira, curador da Divisão de Invertebrados, é um dos pesquisadores da equipe de especialistas participantes do processo de avaliação das espécies de equinodermos, a convite do Ministério do Meio Ambiente.
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O professor Walter Cerqueira explicou que a equipe técnica do Ibama que entregou o material apreendido ao Museu de Zoologia da UEFS elogiou as instalações da Divisão de Invertebrados Aquáticos e a organização da coleção, propondo parcerias para futuros depósitos de materiais apreendidos. “Infelizmente, ao contrário de alguns animais como aves que são encontrados vivos, no caso das estrelas-do-mar os animais são mortos para venda, e os impactos para o meio ambiente neste caso não tem mais volta, daí a importância de se depositar estes organismos em coleções científicas, pois dá garantia ao Ibama de que os animais não serão comercializados, já que ficaram tombados no museu”, disse.
As estrelas-do-mar são consideradas animais de topo de cadeia ecológica por serem predadoras de diversos animais, mantendo o equilíbrio no ecossistema marinho e participando da composição da biodiversidade de costões rochosos, recifes de coral e praias arenosas. “Por serem animais esteticamente belos aos olhos dos seres humanos e fáceis de serem coletadas, são alvo de coletas criminosas para serem vendidas como souvenirs, o que pela legislação ambiental vigente no Brasil constitui em um crime ambiental. A coleta ilegal e envio ao exterior destes animais constitui biopirataria e deve ser fortemente inibido, nesse contexto a fiscalização do Ibama é fundamental”, explicou o professor.
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