Neurodivergência e literatura infantil são temas de mesa em festival literário em Feira de Santana
Cultura

Neurodivergência e literatura infantil são temas de mesa em festival literário em Feira de Santana

Neurodivergência e literatura infantil são temas de mesa em festival literário em Feira de Santana Foto: Bernardo Bezerra/ASCOM/UEFS

Resumo da notícia

  • No Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs), autores e educadores discutiram a importância da literatura infantil para crianças neurodivergentes, promovendo empatia e inclusão.
  • Ricardo Ishmael apresentou o livro “Quinca no mundo da lua”, abordando crianças com altas habilidades e hiperatividade, enquanto Emília Nunez falou de seu livro “Capaz”, focado em combater o capacitismo nas escolas.
  • Além da mesa, houve contação de histórias na Flifinha, como “Da raíz do cabelo até a ponta do pé”, reforçando a valorização das diferenças e a participação de pequenos leitores.

Era uma vez um festival onde as palavras tinham cores, tamanhos variados, e até sotaque. No enredo, em vez de fadas e monstros, crianças de todas as raças, gêneros e jeitos assumindo o protagonismo. Na sexta-feira (26) essa história foi contada por autores que entendem que diversidade também mora nas estantes. O Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs) promoveu um encontro entre os escritores Ricardo Ishmael e Emília Nunez, educadores e pequenos leitores para falar de literatura infantil, empatia e inclusão. A atividade teve como tema “A importância da leitura para crianças neuro divergentes”

“A literatura é esse grande instrumento de transformação social. Ao falar de um personagem como Quinca, por exemplo, que é uma criança autodidata, hiperativa e com altas habilidades, nós estamos trazendo para o debate a neurodiversidade, as crianças atípicas, as famílias atípicas, e estamos pautando um debate que precisa estar cada vez mais presente”, pontuou Ricardo Ishmael, autor do livro “Quinca no mundo da lua”.

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Emília Nunez utilizou o livro “Capaz”, escrito por ela para falar sobre a construção de uma sociedade anticapacitista, especialmente nas escolas. “Trazer esse conceito da capacidade é se posicionar contra o conceito do capacitismo, que entende que algumas pessoas são mais capazes do que outras. O capacitismo é um preconceito em relação à pessoa com deficiência, ou à pessoa neurodivergente. Pra todos nós sermos capazes a gente precisa de um pacto social e eu busco mostrar pras crianças que as barreiras podem ser derrubadas porque todos nós temos valor, todos nós temos importância”, afirmou a autora. 

Antes da mesa de debate, a escritora Emília Nunez participou da Flifinha, contando a história “Da raíz do cabelo até a ponta do pé”. Anna Júlia Santos, de 8 anos, assistiu à contação e gostou bastante. “Essa história me fez aprender que precisamos respeitar as diferenças de cada um. Gostei muito de tá no Flifs mais uma vez”, disse. 

O Festival acontece até o próximo domingo (28), na Praça Padre Ovídio, a partir das 8h. 

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