Nova comunidade de atendimento socioeducativo para mulheres será inaugurada em Feira de Santana na terça, 16
Feira de Santana

Nova comunidade de atendimento socioeducativo para mulheres será inaugurada em Feira de Santana na terça, 16

Nova comunidade de atendimento socioeducativo para mulheres será inaugurada em Feira de Santana na terça, 16 Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos inaugura, na próxima terça-feira (16), em Feira de Santana, a Case Makota Valdina, destinada ao atendimento de adolescentes e jovens do gênero feminino em cumprimento de medidas socioeducativas.
  • A unidade foi instalada após a reforma da antiga Case Juiz Mello Mattos e terá capacidade para atender até 50 adolescentes, garantindo acesso à educação, saúde, cultura, lazer e demais direitos previstos no sistema socioeducativo.
  • A inauguração faz parte do programa estadual Bahia pela Paz, que busca prevenir a violência e fortalecer o sistema socioeducativo por meio de ações voltadas à inclusão social e à redução da reincidência infracional.

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) através da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) inaugura a Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case) Makota Valdina, no munícipio de Feira de Santana, na próxima terça-feira (16) às 8h30.

A inauguração contará com a presença do Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, a diretora geral da Fundac, Regina Affonso e outras autoridades estaduais e instâncias ligadas ao atendimento socioeducativo do estado.

O ato integra as ações do Programa Bahia pela Paz, do Governo do Estado da Bahia, que tem como um dos principais eixos de atuação o fortalecimento do sistema socioeducativo e, como pilar estruturante, a prevenção da reincidência delitiva.

Nova unidade

Com vistas à ampliação e qualificação do atendimento de adolescentes do gênero feminino, a unidade socioeducativa feminina localizada até então em Salvador, no bairro de Tancredo Neves será realocada para o município de Feira de Santana, em nova estrutura implantada a partir da requalificação da antiga case Juiz Mello Mattos. 

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A referida unidade foi inaugurada em 20 de janeiro de 1998 e anteriormente destinada ao atendimento do público masculino. O local passou por reformas e adequações físicas, contemplando intervenções de infraestrutura, acessibilidade, segurança, funcionalidade dos ambientes e atualização das instalações prediais, com o objetivo de atender às normativas aplicáveis ao sistema socioeducativo.

A Case Feminina Makota Valdina, terá como principal foco o atendimento às adolescentes e jovens do gênero feminino em regime de Internação Provisória (IP) e Internações Sentenciadas na faixa etária de 12 a 21 anos incompletos. A capacidade de atendimento da unidade é de até 50 adolescentes.

A nova unidade assegurará às socioeducandas o pleno acesso aos direitos humanos previstos no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), observando sua singularidade e garantindo o respeito ao conjunto de direitos das adolescentes, bem como dos profissionais, familiares e de todos aqueles que integram a Comunidade de Atendimento Socioeducativo.

Nesse contexto, a atuação institucional considera as especificidades inerentes à medida socioeducativa de internação, bem como o dever do poder público de assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos à educação, saúde, esporte, lazer, cultura, dignidade, respeito e convivência comunitária, promovendo ainda atendimento inclusivo ao público do gênero feminino e às diversas identidades de gênero e orientações sexuais. 

Makota Valdina

Makota Valdina, Valdina de Oliveira Pinto (1943–2019), nasceu em Salvador e foi macota do Terreiro Nzo Onimboiá, educadora e ativista. Iniciou-se no candomblé em 1975, tornou-se Makota Zimeuanga e atuou no Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Combinou sabedoria ancestral e militância firme contra racismo, intolerância religiosa e injustiças ambientais. Autora de “Meu Caminho, Meu Viver”, recebeu prêmios como o Troféu Clementina de Jesus e foi reconhecida como Mestra Popular do Saber.

Bahia pela Paz

O Bahia pela Paz foi instituído no Plano Plurianual (PPA) 2024–2027, e trata-se de uma iniciativa estratégica do Governo do Estado voltada à prevenção e à redução da violência letal entre crianças, adolescentes e jovens em situação de alta vulnerabilidade social, além de suas famílias, a partir de uma perspectiva ampliada de segurança pública que articula ações sociais, cidadania, garantia de direitos e atuação qualificada das forças policiais, com integração entre secretarias estaduais e apoio dos poderes Legislativo e Judiciário.

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