“Nova trajetória”: candidato ao Senado, Ângelo Coronel diz que mudança de lado não o prejudica
Por Yasmin Mota | 23/07/2026 12:14 e atualizado em 23/07/2026
Foto: Yasmin Mota
Resumo da notícia
- Ângelo Coronel afirmou que sua saída da base do governador Jerônimo Rodrigues ocorreu por mudanças no grupo político e negou que a decisão tenha sido motivada por oportunismo.
- O candidato à reeleição ao Senado disse que pretende priorizar a municipalização, o fortalecimento do interior da Bahia e a redução da alíquota patronal do INSS para as prefeituras.
- Coronel também defendeu investimentos em saúde e segurança pública, com ampliação de leitos hospitalares, foco na educação e incentivo ao primeiro emprego para combater a violência.
Durante a convenção partidária que oficializou a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia, o candidato à reeleição ao Senado, Ângelo Coronel (Republicanos), falou sobre o recomeço político após deixar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo ele, a mudança ocorreu em razão de alterações no grupo político ao qual pertencia, e não por uma mudança de convicções.
“Eu não mudei, foi o grupo de lá que mudou de caminho. Eu continuo mantendo o compromisso com o povo baiano”, declarou o candidato ao Senado.
Coronel também negou que a mudança de grupo político tenha sido motivada por oportunismo e afirmou que a decisão não prejudica sua campanha nas eleições de 2026. O candidato relembrou campanhas que realizou ao lado de ACM Neto e destacou a relação de amizade entre os dois.
“Sobre a mudança de grupo político, isso não me trouxe prejuízos eleitorais. Há oito anos, parte do eleitorado do grupo de Neto já votou em mim para o Senado. Além disso, no passado, realizei três campanhas ao lado de ACM Neto; nossa relação é de amizade e história, não de oportunismo. Enquanto meus filhos participaram da campanha de Jerônimo, eu não me envolvi diretamente por não ter a mesma afinidade política que tenho hoje com o projeto de ACM Neto.”
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Futuro da Bahia, prioridades e desafios sob a ótica de Coronel
Ao falar sobre as prioridades para um eventual novo mandato, Coronel destacou a defesa da municipalização e da redução da alíquota patronal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para as prefeituras.

Foto: Yasmin Mota
“Acredito que a municipalização fortalece os municípios e protege os cidadãos. Quando viabilizamos recursos para estradas, iluminação pública e hospitais bem equipados, atendemos diretamente às necessidades da população. Além disso, a redução da alíquota do INSS de 20% para 8% foi um marco que desafogou o caixa das prefeituras, permitindo investimentos em áreas sociais.”
O candidato afirmou ainda que pretende manter o foco no desenvolvimento do interior da Bahia.
“Minha meta é o interior. Não existe capital sem interior; tudo acontece lá. O interior precisa ser respeitado e essa é uma bandeira da qual não abro mão”, afirmou.
Sobre os principais desafios do estado, Coronel avaliou que as maiores necessidades estão nas áreas de saúde e segurança pública. Segundo ele, é preciso ampliar a estrutura hospitalar e aumentar a oferta de leitos, reconhecendo que essas são medidas de médio e longo prazo.
Na área da segurança, defendeu a implementação de um projeto estrutural com foco na educação e na geração do primeiro emprego para os jovens. De acordo com o candidato, a falta de oportunidades contribui para o aliciamento de adolescentes e jovens pelo crime organizado. Para ele, ampliar o acesso à educação e ao mercado de trabalho pode ajudar a reduzir a influência das drogas, o tráfico de armas e os índices de violência.
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