Número de analfabetos e taxa de analfabetismo seguem em queda na Bahia, diz IBGE
Por Hamurabi Dias | 17/07/2026 17:35 e atualizado em 17/07/2026
Foto: Roberto Viana/GOVBA
Resumo da notícia
- A Bahia registrou redução no número de analfabetos e na taxa de analfabetismo em 2025, alcançando os menores índices da série histórica da PNADC Educação.
- Apesar da melhora, a Bahia continua com o maior número de pessoas analfabetas do país, com 1,145 milhão, e tem a 8ª maior taxa de analfabetismo, de 9,5%.
- Cerca de 63% dos analfabetos baianos têm 60 anos ou mais, e a taxa de analfabetismo entre idosos no estado é de 28,5%, evidenciando a necessidade de ampliar ações de alfabetização para esse público.
Em 2025, o número de pessoas analfabetas e a taxa de analfabetismo seguiram em queda na Bahia, mostrando um quarto recuo consecutivo e chegando a seus menores patamares nos oito anos de série histórica da PNADC Educação (a pesquisa não teve resultados em 2020 e 2021), segundo resultados sobre educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 2025, divulgada pelo IBGE.
Ainda assim, o estado continuou com o maior número absoluto de analfabetos do país e apresentou a oitava maior taxa de analfabetismo, piorando uma posição nesse ranking.
Em 2025, na Bahia, 1,145 milhão de pessoas de 15 anos ou mais de idade não sabiam ler nem escrever um bilhete simples. Frente a 2024, quando eram 1,174 milhão, houve uma queda de 2,5% no número de analfabetos, o que representou menos 29 mil pessoas nessa condição, no período.
A Bahia seguiu, porém, com o maior número de analfabetos do país, posto que ocupa ao longo de toda a série histórica da PNADC Educação, iniciada em 2016.
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A taxa de analfabetismo baiana ficou em 9,5% em 2025, frente a 9,9% em 2024. Era a oitava mais elevada do país, piorando 1 posição frente ao nono lugar do ano anterior, sendo superada pelo Rio Grande do Norte, num ranking em que os estados do Nordeste continuam ocupando as nove primeiras posições, liderados por Alagoas e Piauí (empatados, no arredondamento, com uma taxa de 13,1%) e Paraíba (11,6%).
Santa Catarina (1,5%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,9%) tinham as menores taxas de analfabetismo, em 2025. No Brasil como um todo, 8,384 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade eram analfabetas, o que equivalia a uma taxa de analfabetismo de 4,9%. Em 2024, esse indicador havia sido de 5,3%.
O Plano Nacional de Educação (PNE) determina, em sua meta 9, que a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos fosse de 6,5% em 2015 e que tivesse sido zerada em 2024. O objetivo intermediário (6,5%) ainda não foi atingido por 11 dos 27 estados: os 9 do Nordeste mais Acre (8,9%) e Tocantins (6,8%). A meta final, de erradicação do analfabetismo, não foi cumprida por nenhuma unidade da Federação.
Na Bahia, em 2025, 6 em cada 10 pessoas analfabetas eram idosas (60 anos ou mais de idade): 62,7% ou 718 mil. A participação dos idosos entre os analfabetos cresce ao longo dos anos, no estado, indicando a dimensão do desafio da alfabetização de jovens e adultos.
A taxa de analfabetismo entre os idosos baianos é de 28,5%, indicando que 3 em cada 10 pessoas de 60 anos ou mais, no estado, não sabem ler nem escrever um bilhete simples. Também é maior entre os homens (10,3%) do que entre as mulheres (8,8%) e entre pessoas pretas ou pardas (9,8%), frente às brancas (8,3%).
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