Ofício aponta autorização para reduzir viagens de ônibus em Salvador no dia do segundo turno da eleição, diz site
Salvador

Ofício aponta autorização para reduzir viagens de ônibus em Salvador no dia do segundo turno da eleição, diz site

Ofício aponta autorização para reduzir viagens de ônibus em Salvador no dia do segundo turno da eleição, diz site Foto: Manu Dias/GOVBA

Resumo da notícia

  • Documentos enviados pela Prefeitura de Salvador ao STF indicam que o planejamento do transporte público para o segundo turno das eleições previa intervalos maiores entre viagens em algumas linhas de ônibus, apesar da manutenção da programação de 2,9 mil viagens informada pela gestão municipal.
  • Uma fiscalização do Procon-BA identificou 944 ônibus parados em sete garagens no domingo (25), enquanto o prefeito Bruno Reis atribuiu os atrasos iniciais à retirada de adesivos eleitorais e afirmou que o serviço foi normalizado às 10h30.
  • O TRE-BA determinou a investigação de possíveis crimes eleitorais pela Polícia Federal e solicitou a preservação de documentos sobre a operação, enquanto a Prefeitura de Salvador sustenta que adotou uma programação semelhante à do primeiro turno.

Documentos enviados pela Prefeitura de Salvador ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que a gestão municipal autorizou intervalos maiores entre viagens de ônibus no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). O caso será investigado pela Polícia Federal, após determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), diante de suspeitas de prejuízo ao deslocamento de eleitores.

Embora a prefeitura tenha informado ao STF que manteve a programação do primeiro turno, com 2,9 mil viagens, o planejamento apresentado previa intervalos superiores aos praticados em dias úteis em algumas linhas. Na linha 1328, entre Pirajá e Mussurunga, o intervalo previsto passou de 25 a 30 minutos para 40 a 50 minutos. Já na linha 1246, entre Pirajá e Patamares, a espera prevista era de 70 minutos, contra 22 minutos em dias úteis. Na linha 141, entre a Lapa e o Hospital Geral do Estado, o intervalo chegava a 55 minutos, ante 22 minutos habitualmente.

No domingo da votação, uma fiscalização do Procon-BA identificou 944 ônibus parados em sete garagens. O prefeito Bruno Reis afirmou que parte dos veículos fazia parte da frota reserva e atribuiu os atrasos da manhã à colocação de adesivos eleitorais nos ônibus, que precisaram ser retirados. Segundo a prefeitura, a circulação foi normalizada às 10h30.

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Em resposta à Justiça Eleitoral, a gestão municipal argumentou que a presença de ônibus nas garagens faz parte da operação habitual do sistema. Também alegou que a convocação de 100% da frota, determinada durante a tarde, exigiu chamar motoristas que estavam de descanso, o que teria atrasado a retomada do serviço.

O TRE-BA determinou a investigação de possíveis crimes eleitorais e solicitou a preservação de documentos sobre a operação. A prefeitura sustenta que adotou uma programação semelhante à do primeiro turno, enquanto as circunstâncias da redução do serviço e as eventuais responsabilidades seguem sob apuração.

Com informações do Portal do Casé.

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