Operação Banda Suja prende quatro policiais militares investigados por formação de milícia na região de Ipirá
Por Hamurabi Dias | 27/02/2026 14:45 e atualizado em 27/02/2026
Foto: Flávia Vieira/SSP-BA
Resumo da notícia
- Quatro policiais militares foram presos durante a Operação Banda Suja, deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, com apoio da SSP, por suspeita de integrar milícia na região de Ipirá; três prisões foram preventivas e uma em flagrante.
- Mandados de busca foram cumpridos em Ipirá e Feira de Santana, inclusive nas sedes da 98ª CIPM e da Cipe Leste, com apreensão de armas, R$ 70 mil em espécie e celulares.
- As investigações apontam atuação organizada com crimes como abuso de autoridade, extorsão, tortura e tráfico de drogas, com uso da estrutura policial para facilitar as práticas ilícitas.
Quatro policiais militares foram presos na manhã desta sexta-feira (27) durante operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force-SSP) e Corregedoria da Polícia Militar, da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A operação Banda Suja tem como alvo os PMs investigados por integrar uma organização criminosa com características milicianas na região de Ipirá. Três policiais foram presos preventivamente e um em flagrante incidental nos municípios de Ipirá e Feira de Santana.
Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos endereços residenciais dos agentes investigados e nas sedes da 98ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Leste, localizados nos municípios de Ipirá e Feira de Santana. As buscas resultaram na apreensão de armas de fogo, R$ 70 mil em espécie e celulares.
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As medidas cautelares foram deferidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador e estão vinculadas a procedimento investigatório conduzido pelo MPBA, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). As investigações apontam a existência de grupo estruturalmente organizado com atuação reiterada na prática de delitos graves, entre eles violações de domicílio, abuso de autoridade, extorsões, subtrações de bens, tortura, associação para o tráfico e tráfico de drogas, além de outros crimes praticados mediante o aproveitamento de funções públicas e do aparato estatal.
Também foi identificado um padrão de atuação sistemático, com divisão de tarefas, emprego de violência ou intimidação e utilização de instrumentos institucionais como meio de facilitação das condutas ilícitas, evidenciando risco concreto à ordem pública e à adequada colheita de provas.
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