Operação Dakovo: Justiça Federal na Bahia condena quatro integrantes de esquema internacional de tráfico de armas
Por Yasmin Mota | 01/08/2025 11:17 e atualizado em 01/08/2025
Foto: Polícia Federal
Resumo da notícia
- A Justiça Federal na Bahia condenou quatro integrantes do núcleo paraguaio de venda de armas ilegais para facções brasileiras, como o Comando Vermelho e o PCC. A atuação fazia parte de um esquema internacional desarticulado pela Operação Dakovo. Mesmo com as penas aplicadas, o Ministério Público Federal recorreu para aumentar as punições, diante da gravidade dos crimes.
- As duas principais vendedoras foram condenadas a mais de 22 anos de prisão cada, além de multas e indenizações. Outro integrante, que fazia a ponte com agentes corrompidos no Paraguai, pegou 7 anos e 6 meses. O responsável pela comunicação da empresa e acompanhamento das apreensões foi condenado a 6 anos e 9 meses.
- Cada um dos quatro condenados deverá pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos. O valor será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública, como forma de compensação pelo impacto causado à segurança da sociedade.
Justiça Federal na Bahia condenou, no início de junho, mais quatro pessoas envolvidas no esquema internacional de tráfico de armas investigado na Operação Dakovo. A decisão atinge integrantes do chamado núcleo de vendedores do Paraguai, responsáveis por comercializar armamentos ilegais destinados a grupos criminosos brasileiros. Mesmo com a condenação, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão para pedir penas mais altas, devido à gravidade dos crimes cometidos e ao impacto causado na segurança pública.
Segundo informações do MPF, os condenados na operação atuavam vendendo armas da empresa IAS-PY, com sede no Paraguai, para intermediários que as traziam ilegalmente ao Brasil. As investigações, conduzidas pelo órgão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado na Bahia (Gaeco-MPF-BA), e pela Polícia Federal (PF), mostraram que os armamentos abasteciam facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.
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Penas estipuladas pela Justiça
As duas principais vendedoras, que participaram diretamente das negociações com compradores brasileiros, da remoção de números de série das armas, do uso de laranjas para simular vendas legais e do pagamento de propina a agentes paraguaios para liberar registros falsos, foram condenadas a mais de 22 anos de prisão cada. Além da pena de reclusão, deverão efetuar o pagamento de multa e indenização por danos coletivos.
O responsável por fazer a ponte entre o grupo e os agentes corrompidos da Direção de Material Bélico do Paraguai recebeu pena de 7 anos e 6 meses de prisão.
A pessoa encarregada da comunicação online da empresa, do monitoramento de apreensões no Brasil e de informar os chefes do grupo sobre as operações policiais, foi condenada a 6 anos e 9 meses de prisão.
Além das prisões, os quatro condenados deverão pagar R$ 50 mil, cada um, como reparação por danos morais coletivos, valor que será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
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