Operação Falsas Promessas prende 22 pessoas na Bahia, incluindo PMs; suspeitos operavam rifas ilegais
Por Hamurabi Dias | 09/04/2025 09:33 e atualizado em 09/04/2025
Foto: Divulgação
A Polícia Civil da Bahia cumpriu 22 mandados de prisões preventivas, incluindo cinco policiais militares, além de 30 mandados de busca e apreensão e seis medidas cautelares diversas da prisão, durante a Operação Falsas Promessas 2, deflagrada na manhã desta quarta-feira (9). A ofensiva tem como alvo uma organização criminosa especializada em rifas ilegais e lavagem de dinheiro.
Entre os presos estão quatro investigados identificados como lideranças da organização criminosa, localizados nos municípios de Vera Cruz, Juazeiro e na Região Metropolitana de Salvador, além de um integrante capturado no estado de São Paulo. Eles exerciam papel central no planejamento e coordenação das atividades ilícitas do grupo em diferentes áreas.
Com forte presença em Salvador e RMS, São Felipe, Vera Cruz, Juazeiro e Nazaré, o grupo operava por meio de uma estrutura sofisticada de transações financeiras, utilizando empresas de fachada e pessoas interpostas para disfarçar a origem dos valores obtidos ilegalmente.
As investigações apontam que policiais militares da ativa e ex-PMs faziam parte do esquema, oferecendo proteção, fornecendo informações privilegiadas e, em alguns casos, atuando diretamente como operadores das rifas fraudulentas.
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O grupo utilizava redes sociais para divulgar rifas de centavos com prêmios de alto valor, como veículos de luxo, e atraía um grande número de participantes. No entanto, os sorteios eram manipulados e os prêmios frequentemente entregues a integrantes da própria organização, com o objetivo de legitimar o esquema e ampliar os lucros.
Durante as diligências, ainda em andamento, foram apreendidos veículos de luxo, relógios, dinheiro, celulares e notebooks. O Poder Judiciário autorizou o sequestro de até R$ 10 milhões por CPF ou CNPJ investigado, somando um bloqueio total de R$ 680 milhões em bens e valores.

Foto: Montagem/T Notícias
A operação é coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), com apoio das principais unidades táticas da Polícia Civil, além do acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar, responsável pela apuração disciplinar dos agentes públicos envolvidos.
Segundo o A TARDE, o policial militar e influenciador digital Lázaro Alexandre Pereira de Andrade, conhecido como Alexandre Tchaca, foi um dos militares presos durante a operação Falsas Promessas. Outros influenciadores também são alvos da operação, como o rifeiro Nanam Premiações, preso novamente, juntamente com a esposa. Outro alvo foi Rahmon Dias, preso em São Paulo. Ramhon e Nanam Premiações já foram presos em 2024 durante a primeira fase da operação da Polícia Civil.
Outro influenciador, Franklin Reis, conhecido como ‘Neka’, também entrou na lista de presos durante a Operação Falsas Promessas. A prisão de Franklin aconteceu no dia do aniversário. O humorista possui milhões de seguidores nas redes sociais produzindo vídeos.
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