Operação policial integrada já resultou na captura de 66 criminosos de alta periculosidade na Bahia
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Operação policial integrada já resultou na captura de 66 criminosos de alta periculosidade na Bahia

Operação policial integrada já resultou na captura de 66 criminosos de alta periculosidade na Bahia Foto: ASCOM/DPF

Resumo da notícia

  • A FICCO/BA capturou 77 criminosos de alta periculosidade entre fevereiro e abril de 2026, sendo 66 prisões na Bahia.
  • A Operação Artemis contou com forças estaduais, federais e cooperação entre estados e até internacional, com prisões em diversas regiões do Brasil e também na Bolívia.
  • Os alvos são envolvidos em crimes graves como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, reforçando o combate às facções e à violência.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia – FICCO/BA, em conjunto com forças estaduais e federais da Bahia e de outros estados da Federação, deflagrou mais uma fase da Operação Artemis, resultando na captura de 77 criminosos de alta periculosidade. Trata-se de uma ação continuada, com o objetivo estratégico de localizar e capturar foragidos da Justiça envolvidos em crimes violentos, especialmente aqueles vinculados a facções criminosas com atuação no estado da Bahia.

As ações operacionais e de inteligência foram desenvolvidas entre os meses de fevereiro e abril de 2026 e resultaram do trabalho integrado de inteligência, análise de dados e diligências operacionais, coordenadas entre as forças policiais que compõem a FICCO/BA, com apoio de FICCO’s de outros estados. Esse modelo de atuação conjunta permitiu elevar a eficiência das operações e ampliar o alcance das ações de captura.

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As prisões ocorreram em diversos municípios baianos, entre eles Salvador, Feira de Santana, Jequié, Camaçari, Vitória da Conquista, Guanambi, Itapetinga, Ipiaú, Cruz das Almas, Santo Amaro, Canavieiras, Sento Sé e Alagoinhas. Houve, ainda, ações bem-sucedidas em outros estados da Federação, com prisões realizadas em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e Tocantins, evidenciando a capilaridade e a articulação interestadual da operação.

Segundo informações da Polícia Federal, do total de 77 prisões, foram 66 na Bahia, 3 em São Paulo, 3 em Alagoas, 1 em Minas Gerais, 1 no Ceará, 1 em Santa Catarina, além de 2 na Bolívia.

Observa-se que integrantes de facções criminosas, especialmente lideranças com elevado grau de periculosidade, frequentemente se evadem para outros estados na tentativa de frustrar a atuação policial. Mesmo à distância, continuam a ordenar crimes violentos e a exercer controle sobre o tráfico de drogas e armas. Diante desse cenário, foram desencadeadas ações específicas voltadas à localização e captura desses indivíduos fora do território baiano.

Destacam-se, ainda, prisões internacionais de foragidos da Justiça baiana. Criminosos de alta periculosidade que acreditavam estar fora do alcance da persecução penal foram localizados em outros países por meio de ações integradas realizadas fora do Brasil, especialmente na Bolívia. Essas operações demonstram o alcance da cooperação policial internacional e a capacidade de articulação das forças que integram a FICCO/BA.

As capturas tiveram como foco indivíduos procurados pela prática de crimes graves, como homicídios, latrocínios, roubos majorados, tráfico de drogas e organização criminosa, reforçando o compromisso permanente das instituições de segurança pública com a retirada de circulação de criminosos violentos e com a redução dos índices de criminalidade.

Cada mandado de prisão cumprido representa o resultado de uma investigação qualificada, devidamente instruída com elementos probatórios suficientes para o convencimento do Poder Judiciário e a consequente decretação da privação da liberdade do investigado, prevenindo a reiteração criminosa. A integração das forças policiais em ações operacionais, de inteligência e investigativas revela-se indispensável para a efetividade do enfrentamento ao crime violento e organizado.

A FICCO/BA é atualmente composta pela Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Civil da Bahia, Polícia Penal da Bahia, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, constituindo um modelo exitoso de cooperação interinstitucional no combate ao crime organizado.

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