Operação policial prende seis pessoas por adulteração de bebidas em São Paulo
Por Hamurabi Dias | 14/10/2025 17:32 e atualizado em 14/10/2025
Foto: Governo de SP/Divulgação
Resumo da notícia
- A Polícia Civil de São Paulo prendeu seis pessoas nesta terça-feira (14) durante a Operação Poison Source, que investiga adulteração e falsificação de bebidas alcoólicas em várias cidades do estado. Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão na capital e em municípios como Santo André, Santos, Guarujá e Araraquara.
- Os suspeitos atuavam em rede, comprando garrafas, rótulos e lacres falsificados e envasando bebidas de baixa qualidade. As investigações começaram após a prisão de um grande fornecedor nacional de insumos falsificados, com indícios de distribuição para seis estados.
- Em 13 dos 20 locais foram encontradas bebidas adulteradas, e testes laboratoriais estão em andamento. A operação integra as ações do gabinete de crise do Governo de SP contra casos de intoxicação por metanol, com apoio do Deic e da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta terça-feira (14) seis pessoas por participarem de uma rede criminosa que adulterava e falsificava bebidas alcoólicas em várias cidades do estado. Um deles foi preso por porte ilegal de armas, além da falsificação.
Durante a Operação Poison Source (fonte do veneno) foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão na capital paulista e nas cidades de Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos, Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara.
Segundo a delegada Leslie Caran Petrus, coordenadora da operação, as investigações iniciaram a partir de um flagrante que ocorreu há cerca de dez dias. Na ocasião, um dos maiores fornecedores de insumos e bebidas falsificados do Brasil foi detido.
“Ele vendia garrafas com rótulos, tampinhas intactas e lacres, praticamente impossível de identificar a falsificação. Depois, descobrimos quem adquiriu esses produtos e estamos indo atrás deles hoje”, explicou a policial.
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A delegada explicou que os presos atuavam de forma associada, sabendo da falsificação.
“Todos têm plena consciência de que falsificam a bebida e vendem por um valor bem abaixo do custo. Em alguns casos, eles adquirem as garrafas, os selos, os lacres falsificados da bebida e envasam com bebida de menor qualidade”.
Segundo ela, foram encontrados diversos pagamentos, conversas e envios dos insumos. Além disso, há indícios de que havia distribuição para outros seis estados.
Bebidas adulteradas
O delegado-geral de Polícia de São Paulo, Arthur Dian, disse que desses 20 locais, 13 tinham bebidas supostamente adulteradas. Segundo ele, em alguns desses locais já foram feitos testes preliminares e nos restantes os testes ainda serão feitos.
“Essa é mais uma operação que ocorreu diante das tantas que já fizemos. Foram mais de 12 estabelecimentos interditados e mais de 30 pessoas presas após os casos de intoxicação por metanol”, ressaltou.
A Operação faz parte das ações do gabinete de crise do Governo de São Paulo para combater casos de intoxicação por metanol e é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 1ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos da Divecar e com apoio da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).
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