Pacientes da Santa Casa de Feira de Santana participam de atividades durante passeio na Expofeira 2026
Feira de Santana

Pacientes da Santa Casa de Feira de Santana participam de atividades durante passeio na Expofeira 2026

Pacientes da Santa Casa de Feira de Santana participam de atividades durante passeio na Expofeira 2026 Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • Pacientes da Santa Casa de Feira de Santana participaram de um passeio pela Expofeira 2026, acompanhados por familiares e uma equipe médica.
  • A ação faz parte do Projeto Cuidar Até o Fim, que busca oferecer acolhimento, convivência e momentos de alegria além da rotina hospitalar.
  • O passeio contou com equipe multiprofissional e suporte adequado às condições clínicas dos pacientes, incluindo pessoas em tratamento oncológico e renal.

Por algumas horas, o ambiente hospitalar deu lugar aos sons, cores e movimento da Expofeira 2026. Pacientes da Santa Casa de Feira de Santana, acompanhados por familiares e por uma equipe médica, viveram na sexta-feira (11) uma experiência diferente: um passeio ao Parque de Exposições de Feira de Santana.

A ação integra o Projeto Cuidar Até o Fim, iniciativa que busca ampliar o conceito do cuidado e oferecer acolhimento, afeto e dignidade a pessoas que enfrentam doenças graves ou limitantes.

Para José Teixeira Neto, de Itaberaba, a experiência teve um significado ainda maior. Internado no Hospital Dom Pedro de Alcântara desde o dia 17 do mês passado, ele conta que nunca havia imaginado visitar a Expofeira durante um período de internação. “É uma alegria imensa. Eu jamais pensei que um dia, estando internado, poderia fazer um passeio como este”, comemora.

Mesmo diante de quase 30 dias de internação, José afirma que procura preservar a alegria e acredita que momentos como esse também contribuem para o processo de recuperação. “Apesar de estar doente, eu sempre busco demonstrar alegria em tudo. Acho muito importante, é um processo que nos ajuda a recuperar mais rápido”, destacou.

Cuidado que vai além do hospital

O passeio faz parte das ações de humanização desenvolvidas pelo Projeto Cuidar Até o Fim, que propõe um olhar ampliado sobre o cuidado de pacientes em situações de maior fragilidade. A iniciativa considera não apenas as necessidades relacionadas ao tratamento, mas também aspectos emocionais, afetivos, sociais e espirituais.

Durante a manhã, os pacientes participaram do passeio, receberam lanche e tiveram um momento de louvor e agradecimento. A provedora da Santa Casa, médica Fernanda Reis, acompanhou a atividade e destacou que a proposta é oferecer um cuidado que ultrapasse os limites dos procedimentos e da rotina hospitalar.

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“Nosso programa de humanização nasce com o objetivo de trazer um tratamento complementar. Um tratamento para além das necessidades de internamento, de cirurgia, de procedimentos médicos. A gente traz o acolhimento, o cuidado e o amor que são marcas da nossa Santa Casa”, ressaltou.

Acompanhada do superintendente Tácio Bizerra e das diretoras Amanda Carvalho, da área Administrativa, e Mariana Souza, de Saúde, a provedora afirma que a presença da gestão nesses momentos também demonstra a importância que a instituição atribui às ações de humanização.

Segurança e acolhimento

Para que a experiência pudesse acontecer com segurança, todo o passeio foi planejado considerando as condições clínicas dos pacientes. A atividade contou com uma equipe multiprofissional formada por médica, enfermeira, técnico de enfermagem e biomédico.

Entre os participantes estavam pacientes oncológicos, pacientes em tratamento renal, pessoas que passam por longos períodos de internação e até pacientes que necessitam de suporte de oxigênio.

A médica Fernanda Sena, que acompanhou os pacientes durante o passeio, explica que proporcionar uma experiência como essa exige planejamento e acompanhamento profissional, mas representa algo que vai além dos cuidados tradicionalmente associados ao tratamento. “Cuidar vai muito além de prescrever medicamentos e tratar doenças”, destacou.

De acordo com a médica, a equipe avaliou as condições clínicas dos pacientes, organizou as medicações e garantiu o suporte necessário, incluindo oxigênio, quando indicado, durante todo o percurso. “Mas também existe algo que não cabe em uma prescrição: proporcionar a esses pacientes momentos de alegria, de convivência e de retomada da vida fora do ambiente hospitalar”, afirmou.

Ao final da manhã, os pacientes retornaram ao Hospital Dom Pedro de Alcântara levando consigo algo que não estava previsto em nenhuma prescrição: novas lembranças, sorrisos e a sensação de ter vivido, mesmo em meio ao tratamento, algumas horas de liberdade, convivência e alegria.

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