Papa Leão XIV reafirma que irá manter políticas de Francisco na Igreja Católica
Por Yasmin Mota | 18/09/2025 12:20 e atualizado em 18/09/2025
Foto: Vaticannews.va
Resumo da notícia
- O papa Leão XIV, primeiro pontífice dos EUA, afirmou que manterá os princípios centrais do papa Francisco, como o acolhimento a católicos LGBT, o debate sobre ordenação de mulheres como diáconas e a parceria com a China na nomeação de bispos.
- Leão XIV evitou críticas diretas a figuras como Donald Trump e ao governo de Israel, mas expressou preocupação com a crise humanitária em Gaza e a repressão a migrantes, destacando o foco na dignidade humana.
- O papa prometeu acolher vítimas de abusos com respeito, alertando também sobre falsas acusações. Sobre as finanças do Vaticano, reconheceu um déficit de 83 milhões de euros, mas demonstrou otimismo com a recuperação.
Em sua primeira entrevista desde que assumiu o pontificado, o papa Leão XIV afirmou nesta quinta-feira (18) que manterá as principais diretrizes do falecido papa Francisco. Isso inclui acolhimento a católicos LGBT, discussão sobre a ordenação de mulheres como diáconas e a continuidade do acordo com a China sobre nomeações de bispos. Leão XIV, primeiro papa dos Estados Unidos, declarou que não pretende fazer grandes mudanças nos ensinamentos da Igreja Católica, especialmente em temas como casamento homoafetivo ou liderança feminina no clero.
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O pontífice, de 70 anos, demonstrou postura mais reservada em relação à política internacional, evitando críticas diretas ao ex-presidente americano Donald Trump ou ao governo de Israel. Ainda assim, expressou “grande preocupação” com a situação humanitária em Gaza, afirmando que o uso da palavra “genocídio” cresce, mas que a Santa Sé não fará declarações nesse sentido no momento. Em maio, Leão XIV encontrou-se com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e mencionou preocupações sobre a repressão a migrantes. “Falei sobre dignidade humana”, disse.
Leão XIV também se posicionou sobre os escândalos de abuso sexual na Igreja, destacando a importância de acolher as vítimas com respeito, mas também mencionando preocupação com falsas acusações. Em relação à gestão interna do Vaticano, o papa reconheceu os desafios financeiros, como um déficit de 83 milhões de euros, mas afirmou que a situação está melhorando. “Não acho que a crise tenha acabado… mas não estou perdendo o sono por causa disso”, concluiu.
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