Papa Leão XIV reforça apelo por paz no Oriente Médio e pede avanço de negociações diplomáticas
Por Yasmin Mota | 19/04/2026 14:30 e atualizado em 19/04/2026
Foto: Reprodução/Vatican News
Resumo da notícia
- O Papa Leão XIV defendeu novamente uma solução pacífica para o conflito no Oriente Médio e pediu avanço nas negociações diplomáticas durante missa em Angola.
- O pontífice afirmou que o cessar-fogo no Líbano representa um sinal positivo e manifestou esperança de que a trégua se torne permanente em toda a região.
- Leão XIV também respondeu críticas de Donald Trump, dizendo que declarações anteriores foram interpretadas de forma incorreta e negando ataques diretos ao presidente norte-americano.
O papa Leão XIV voltou a defender, neste domingo (19), a busca por uma solução pacífica para o conflito no Oriente Médio e pediu que líderes da região avancem em negociações diplomáticas.
Durante uma missa em Angola, parte de sua viagem pelo continente africano, o pontífice afirmou que o cessar-fogo no Líbano, anunciado na quinta-feira (16), representa um sinal positivo. “Isso representa um vislumbre de alívio para o povo libanês e para o Levante”, disse Leão ao final da celebração. “Encorajo aqueles que estão trabalhando por uma solução diplomática a continuarem as negociações de paz, para que a cessação das hostilidades em todo o Oriente Médio se torne permanente”, acrescentou.
A manifestação ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que questionou o posicionamento do papa sobre o conflito e afirmou que ele teria postura “fraca” em temas de segurança e política externa. No sábado (18), Leão XIV tentou reduzir a tensão com Trump e disse que suas falas foram interpretadas de forma incorreta.
✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!
>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.
Falando a jornalistas a bordo de seu voo para Angola, o pontífice afirmou: “as reportagens sobre os comentários que fiz até agora durante minha viagem à África não foram precisas em todos os aspectos”. Ele também esclareceu que críticas feitas anteriormente, nas quais afirmou que o mundo estava sendo “devastado por um punhado de tiranos”, não tinham como alvo o presidente norte-americano.
“Esse discurso foi preparado duas semanas antes, muito antes de o presidente sequer comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo”, explicou. Por fim, o papa acrescentou: “No entanto, aconteceu que pareceu que eu estava tentando debater, mais uma vez, com o presidente, o que não me interessa de forma alguma”.
Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.