Petrobras confirma interesse em recomprar refinaria de Mataripe na Bahia
Por Yasmin Mota | 26/03/2026 10:17 e atualizado em 26/03/2026
Foto: ACELEN/Divulgação
Resumo da notícia
- A Petrobras confirmou à Comissão de Valores Mobiliários que avalia recomprar a Refinaria de Mataripe, vendida em 2021 ao fundo Mubadala Capital (operada pela Acelen).
- O tema voltou após declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a reaquisição, embora a estatal diga que ainda não há novidades concretas.
- A refinaria, localizada na Região Metropolitana de Salvador, é estratégica (14% da capacidade nacional), e o possível retorno ocorre em meio a preocupações do governo com preços de combustíveis.
A Petrobras reafirmou o interesse em recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia, vendida em 2021 durante o governo Jair Bolsonaro (PL). A manifestação foi feita em ofício enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça-feira (24).
O posicionamento ocorreu após questionamento do órgão regulador sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia citado publicamente a intenção de reaquisição. A fala foi feita na última sexta-feira (20), durante agenda na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, ao lado da presidente da estatal, Magda Chambriard.
Na resposta, a Petrobras afirmou que avalia continuamente oportunidades de negócios, incluindo uma possível compra da refinaria baiana, também conhecida como Refinaria Landulpho Alves. A empresa ressaltou ainda que esse interesse já havia sido citado em comunicados anteriores, divulgados em dezembro de 2023 e março de 2024, mas destacou que não há, até o momento, novas informações relevantes a serem divulgadas.
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Localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, a refinaria é a segunda maior do país e a mais antiga em operação, iniciada em 1950. A unidade tem capacidade de refino de cerca de 300 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a aproximadamente 14% da capacidade nacional, produzindo itens como diesel, gasolina, querosene de aviação, asfalto e gás de cozinha.
O ativo foi vendido em 2021 ao fundo Mubadala Capital, que passou a operar a refinaria por meio da Acelen.
A sinalização de recompra ocorre em um cenário de preocupação do governo federal com o controle dos preços dos combustíveis, especialmente o diesel, diante de tensões no mercado internacional de petróleo. Na ocasião, Lula afirmou que a reaquisição pode levar tempo, mas deve acontecer.
Além da refinaria, o governo também critica a privatização de ativos de distribuição, como a antiga BR Distribuidora, vendida no mesmo período e hoje sob controle da Vibra Energia.
Informações: Agência Brasil
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