Plano brasileiro lançado na COP30 integra governança climática no país
Por Hamurabi Dias | 11/11/2025 18:28 e atualizado em 11/11/2025
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Resumo da notícia
- No segundo dia da COP30, o governo brasileiro apresentou o Plano de Aceleração de Governança em Multinível, que busca integrar ações climáticas entre municípios, estados, governo federal, sociedade civil e setor privado, promovendo uma atuação conjunta na mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
- O plano se baseia em quatro eixos principais: informação de risco e decisão, capacitação, governança inclusiva e integração de recursos públicos e privados. Já conta com nove políticas públicas e 15 linhas de ação em andamento, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
- Os ministros Marina Silva e Jader Filho destacaram que a iniciativa reforça o comprometimento do Brasil com a Coalizão CHAM, firmada na COP28, e que o sucesso das ações climáticas depende do engajamento dos governos locais na execução prática das medidas.
No segundo dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, o governo brasileiro apresentou o Plano de Aceleração de Governança em Multinível, para integrar ações climáticas de municípios, estados, governo federal, com o apoio de organizações sociais e iniciativa privada.
Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a ideia é ter uma abordagem mais integrada das políticas e buscar sinergias entre as agendas de adaptação, de mitigação e transformação dos espaços urbanos para enfrentar a mudança do clima.
“Não só no nível federal que o país deve ter um plano de redução de emissão de CO2, mas também nos municípios e nos estados. Nesse caso, é um compromisso de que os municípios também façam seus Planos Climas Municipais. E na parte de transformação, que façam investimentos para mudar a geografia, a topografia construída pelos humanos, de maneiras a que integre agora esse novo normal do que já foi mudado até aqui”, explicou a ministra.
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Na prática, o plano foi estruturado em quatro eixos:
1. Informação de risco e tomada de decisão.
2. Construção de conhecimento e capacidade
3. Governança e estruturação das ações de forma inclusivas
4. Integração de recursos público e privado para implementação
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o modelo de gestão já está em andamento com a entrega de nove políticas públicas, que alcançam 15 linhas de ação estruturadas com a participação dos diferentes governos e com o suporte de organizações sociais e da iniciativa privada.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, o lançamento do plano demonstra ainda o comprometimento do Brasil com a Coalizão para Parcerias Multinível de Alta Ambição para Ação Climática (CHAM), da qual o país é signatário desde a COP28 em Dubai, Emirados Árabes Unidos, ocorrida no ano de 2023.
Para o ministro, só é possível avançar nas ações climáticas com o engajamento dos governos subnacionais. “Nós podemos, a partir dos governos centrais, dar esse indicativo, dar as recomendações, mas quem executa as ações, de fato, são os líderes subnacionais. São eles que vão evitar que a floresta seja devastada, são eles que vão fazer o processo de implementação para que os nossos esforços sejam empregados nos rios, são eles que vão substituir as nossas frotas para que elas sejam descarbonizadas.”
A gerente-executiva da COP30, Ana Toni, lembrou que esse plano é um exemplo de implementação das negociações que ocorrem na COP30.
“Esse é o momento de a gente colocar a governança multinível na agenda climática de uma forma absolutamente estruturante pelas razões dos nossos ministros trazerem o tema desde o começo e, principalmente de como a gente vem pensando a estruturação da COP30 do modelo de um mutirão”.
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