Polícia baiana investiga divulgação de falsas informações sobre HIV e mpox
Por Hamurabi Dias | 06/05/2026 15:58 e atualizado em 06/05/2026
Foto: Divulgação/Ascom/SSP-BA
Resumo da notícia
- A Polícia Civil da Bahia investiga a divulgação de fake news sobre HIV, mpox e outros temas de saúde pública, que podem causar pânico e desinformação.
- As apurações usam tecnologia para identificar os responsáveis, com apoio de órgãos de segurança e saúde; denúncias podem ser feitas pelo 181.
- Autoridades alertam para não compartilhar conteúdos falsos e recomendam buscar informações em fontes oficiais e plataformas de checagem.
A Polícia Civil da Bahia investiga a disseminação de notícias falsas sobre HIV, mpox, regulação de pacientes e outros temas sensíveis relacionados à saúde pública. As apurações e demais providências foram discutidas em reunião, realizada na segunda-feira (4), em Salvador, com a participação de representantes das Secretarias da Segurança Pública (SSP-BA) e da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), além da Polícia Judiciária.
A partir da coleta de dados com uso de recursos tecnológicos, a Polícia Civil trabalha para identificar todos os envolvidos em atos criminosos que distorcem informações, induzem a população ao erro, podem causar pânico social e promovem danos à orientação correta dos usuários do SUS sobre temas que exigem precisão técnica e compromisso com a saúde coletiva. A população pode colaborar por meio do Disque Denúncia da SSP-BA, pelo telefone 181.
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Vale ressaltar que, no caso de publicações sobre HIV e mpox, a gravidade é ainda maior, pois informações falsas podem comprometer a prevenção, dificultar o diagnóstico, afastar pessoas dos serviços de saúde e prejudicar a adesão às orientações oficiais. Já nas postagens sobre regulação de pacientes, há indícios de uso distorcido de informações para confundir a população sobre o funcionamento da rede assistencial.
A Polícia Civil orienta que todos que se depararem com notícias falsas ou desinformação não compartilhem o conteúdo e busquem verificar a veracidade em sites oficiais ou em plataformas de checagem, como aosfatos.org, lupa.uol.com.br e boatos.org. Também é importante reunir provas, como capturas de tela, para registro de ocorrência.
As apurações contam com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e da Coordenação de Inteligência Cibernética (Cyberlab), do Departamento de Inteligência Policial (DIP).
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