Polícia Civil prende em SP suspeito de ataque hacker ao sistema que liga bancos ao PIX
Por Yasmin Mota | 04/07/2025 08:35 e atualizado em 04/07/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- A Polícia Civil de São Paulo prendeu João Nazareno Roque, suspeito de facilitar um ataque hacker que desviou milhões de reais de instituições financeiras ligadas ao sistema PIX. Ele trabalhava para uma empresa terceirizada do Banco Central e teria fornecido sua senha para os criminosos.
- O ataque atingiu pelo menos seis bancos e causou forte repercussão no mercado financeiro. A empresa afetada, C&M Software, conecta instituições financeiras ao Banco Central. Criminosos usaram credenciais de clientes para acessar indevidamente sistemas e contas de reserva.
- A C&M Software, que oferece integração com o Sistema de Pagamentos Brasileiro, teve suas infraestruturas comprometidas. Estima-se que o valor desviado possa chegar a R$ 800 milhões, embora o Banco Central ainda não tenha confirmado os dados ou divulgado os nomes dos bancos afetados.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na quinta-feira (3) um homem suspeito de envolvimento no ataque hacker que desviou milhões de reais de uma empresa que presta serviços para o Banco Central (BC), ligando instituições financeiras ao PIX.
O ataque cibernético que afetou pelo menos seis bancos causou alvoroço no mercado financeiro na quarta-feira (2).
Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o preso, João Nazareno Roque, é funcionário de uma empresa terceirizada do BC e deu acesso pela máquina dele ao sistema sigiloso do banco para os hackers que efetuaram o ataque. De acordo com a polícia, ele confirmou informalmente que entregou a sua senha.
Segundo o Banco Central, a C&M Software (CMSW) — uma empresa de tecnologia que conecta bancos menores aos sistemas PIX do BC — reportou um ataque às suas infraestruturas.
De acordo com a companhia, criminosos usaram credenciais, como senhas, de seus clientes para tentar acessar seus sistemas e serviços de forma fraudulenta. Isso permitiu o acesso indevido a informações e contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras.
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O BC ainda não informou o nome de todas as instituições afetadas. Também não há confirmação oficial sobre os valores envolvidos no ataque, mas estima-se que a quantia pode chegar a R$ 800 milhões.
A C&M Software é uma empresa brasileira de tecnologia da informação (TI) voltada para o mercado financeiro. Entre os serviços prestados pela companhia, está o de conectividade com o Banco Central e de integração com o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SBP).
Na prática, isso significa que a empresa funciona como uma ponte para que instituições financeiras menores possam se conectar aos sistemas do BC e fazer operações — como o PIX, por exemplo.
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