Polícia desarticula grupo suspeito de extorsão e agiotagem na Bahia
Por Hamurabi Dias | 11/07/2025 11:26 e atualizado em 11/07/2025
Foto: Reprodução de vídeo
Resumo da notícia
- A Polícia Civil da Bahia prendeu dois suspeitos e cumpriu mandados de prisão e busca em João Dourado e Várzea Nova, desarticulando uma quadrilha envolvida em extorsão, agiotagem e posse ilegal de armas nos municípios de João Dourado, Irecê e Várzea Nova.
- Foram encontrados uma pistola 9mm, munições, dinheiro em espécie, notas promissórias, cheques de alto valor, recibos de imóveis rurais, celulares e documentos que indicam as atividades ilícitas do grupo.
- A apuração começou após prisão em flagrante de dois homens por extorquir um empresário de Irecê há cerca de três anos, causando prejuízo superior a R$ 2 milhões. A polícia segue investigando outros possíveis integrantes da quadrilha, que atuava de forma sistemática e familiar.
A Polícia Civil da Bahia desarticulou, na última quinta-feira (10), um grupo criminoso investigado por extorsão, agiotagem e posse ilegal de arma de fogo, com atuação nos municípios de João Dourado, Irecê e Várzea Nova. Durante a Operação Otiosus, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão domiciliar nas cidades de João Dourado e Várzea Nova.
Duas pessoas foram presas na ação. Entre os materiais apreendidos estão uma pistola calibre 9mm com dois carregadores, 28 munições do mesmo calibre, cinco munições calibre 38, um cofre, R$ 7.250 em espécie, notas promissórias, dois cheques preenchidos nos valores de R$ 90 mil e R$ 43 mil, recibos de imóveis rurais, aparelhos celulares e um caderno de anotações.
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As investigações começaram após a prisão em flagrante de dois homens, em 24 de junho deste ano, no município de Irecê. A dupla é suspeita de extorquir, ao longo de cerca de três anos, o proprietário de uma farmácia da cidade, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 2 milhões. Os elementos colhidos ao longo das apurações apontaram a atuação de um grupo familiar responsável por conduzir as práticas criminosas de forma sistemática.
A operação foi coordenada pelas 14ª, 13ª e 16ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins), com apoio das Coordenações de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Catti) das regiões Chapada, Piemonte e Diamantina. As investigações seguem com o objetivo de identificar e responsabilizar outros integrantes do grupo criminoso.
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